Nos últimos dois anos, o mercado brasileiro de arte e decoração testemunhou a ascensão meteórica do metacrilato. O que antes era restrito a galerias de luxo e museus internacionais, hoje ocupa o centro do desejo de arquitetos e colecionadores. No entanto, a popularidade trouxe consigo um desafio: a banalização do termo e a proliferação de técnicas “genéricas” que comprometem a durabilidade da obra.
Embora pareça uma inovação contemporânea, o processo nasceu de uma busca por longevidade. Em 1969, o químico suíço Heinz Sourek patenteou o processo conhecido mundialmente como Diasec. A inovação não era apenas estética: Sourek descobriu que, ao polimerizar uma fotografia entre uma placa de acrílico e um suporte rígido usando um gel de silicone líquido, a imagem ficava permanentemente protegida do ar e dos raios UV, eliminando a necessidade de vidro e moldura tradicional.
O verdadeiro diferencial do metacrilato autêntico é a sua propriedade óptica. Quando a fotografia é selada ao acrílico através da polimerização, não há ar entre a imagem e a placa.
Com o aumento da demanda, surgiram alternativas de baixo custo que muitos laboratórios e moldurarias rápidas vendem erroneamente como “metacrilato”. É fundamental distinguir o processo original das imitações:
Para um colecionador ou amante de fotografia, a longevidade é o fator decisivo. Um metacrilato feito pelo processo de polimerização química (com silicone neutro) pode durar décadas sem amarelar ou descolar. Já as versões “fake” muitas vezes apresentam sinais de degradação em menos de 12 meses.
Além das cores vibrantes, o verdadeiro metacrilato oferece:
Ao adquirir uma obra em metacrilato, o consumidor deve questionar o fornecedor:
Conclusão: O metacrilato é, acima de tudo, uma técnica de conservação museológica que se tornou um padrão de beleza. No mercado de arte, o barato pode custar a própria obra. Antes de se encantar pelo brilho, certifique-se de que a tecnologia por trás da placa honra a tradição química iniciada na Suíça há mais de 50 anos.
Até olhos menos rigorosos percebem a diferença entre um quadro impresso em UV e um metacrilato quando colocados lado a lado.
Mas será que esta qualidade é realmente importante? A diferença de preço entre um verdadeiro metacrilato e um falso compensa mesmo que as cores não estejam tão boas?
Além das cores e da qualidade de impressão, em falsos metacrilatos muitas vezes vemos um descolamento nas imagens. Em menos de um ano, elas podem começar a descascar.
Dessa forma, vemos que esses falsos metacrilatos produzidos com impressões em UV não conseguem garantir a longevidade e preservação das imagens. Talvez a tecnologia melhore nos próximos anos, mas até se refletir no mercado consumidor é bom termos cuidado na hora da compra.
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