Diligente, Picasso não comercializou um número significativo de suas obras de fases e momentos significativos de sua produção artística.
Perspicaz, nos últimos anos de sua vida, entendeu que se não as assinasse, impediria futuros roubos, pois ninguém invadiria seu atelier para assaltar as obras não assinadas. Nessa época, depois de se consolidar como um dos mais importantes artistas do século XX, suas pinturas eram disputadas pelos novos ricos, em especial os norte-americanos, que só se interessavam pelas obras assinadas, algumas meramente estruturadas, inacabadas e/ou esboços, que eles exibiriam com orgulho no retorno aos seus países de origem. No entanto, quando lhe visitavam amigos, colecionadores respeitáveis e ou curadores dos mais importantes museus do mundo, satisfeitos por terem escolhido as melhores obras, ele as assinava imediatamente. Assim antes da invenção das parafernálias eletrônicas desenvolvidas nas últimas décadas para evitar assaltos e danos, Picasso já encontrara uma forma eficiente, segura de resguardar sua obra. Sagacidade só reservada aos gênios…
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