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Marca Registrada – Letícia Parente

Letícia Parente nasceu em 1930 em Salvador. Formada em química, mas apaixonada por arte, acabou por se aproximar de Anna Bella Geiger com quem desenvolveu grandes projetos artisticos. A partir dos anos 1970 passou a ser um dos nomes centrais da videoarte brasileira, com exposições no Brasil e no exterior, tendo sua primeira exposição individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1976, e participando ainda da 16ª Bienal Internacional de São Paulo em 1981. Alguns de seus trabalhos mais importantes são “Marca Registrada” (1975, duração: 8’), “Especular” (1978, 1’50’’) e “De aflicti – Ora Pro Nobis” (1979, 3’50’’). A artista faleceu no Rio de Janeiro em 1991.

Em um depoimento sobre o seu trabalho a artista declarou: “A característica principal do meu trabalho é não ter se fixado em nenhuma característica preferencialmente. A sua dinâmica é mais ramificada do que linear. Deixo que ele persiga um processo, o meu processo de descoberta e visão. Suas raízes de unidade evidentes estão dentro de mim e resultam da interação da minha realidade com a realidade social e histórica do meu tempo e do meu momento. É mais interrogativo que descritivo.”

Confira o seu trabalho mais conhecido, o perturbador Marca Registrada, de 1975, onde a artista equilibra performance, vídeo, texto e poética. Nele ela propõe uma visão crítica da nossa noção de mundo, tendo o corpo como veículo principal. A crítica remete diretamente ao cenário político brasileiro, época da fase mais violenta da ditadura militar, onde ser “feito no Brasil” implicava tortura, sofrimento e assédios morais. Apesar de um tanto aflitivo, o vídeo é bom e referência na produção de videoarte do Brasil!

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