arte do dia

Escultura, pintura e os manuscritos iluminados do estilo gótico

Escultura

A escultura gótica estava intimamente ligada à arquitetura, uma vez que foi usada principalmente para decorar os exteriores das catedrais e outros edifícios religiosos, através das estátuas e retábulos, por exemplo.

As primeiras eram figuras de pedra de santos. Inicialmente, elas sofriam poucas modificações em relação às de seus antecessores românicos, como podemos observar nas esculturas do portão principal da Catedral de Chartres (c. 1145 – 55).

Veja mais sobre a arquitetura gótica

Esculturas da Catedral de Chartres

Entretanto, durante o final do século XII e início do século XIII, se tornaram mais naturalistas. Nesse momento, embora tendo conservado a dignidade e a monumentalidade de seus antecessores, elas apresentam rostos e figuras mais individualizadas, assim como roupagens, poses e gestos naturais, fluidos, como podemos observar abaixo nas esculturas da Catedral de Reims (França).

Essas esculturas monumentais foram colocadas em grande número nas fachadas das catedrais, muitas vezes em seus próprios nichos. No século XIV, elas se tornaram mais refinadas e detalhistas. A elegância desse estilo foi amplamente difundida por toda a Europa na escultura, pintura e iluminação de manuscritos durante o século XIV e tornou-se conhecida como gótico internacional.

A escultura gótica evoluiu para o estilo renascentista, tecnicamente mais avançado, durante o século XIV e início do século XV, mas persistiu até um pouco mais tarde no norte da Europa.

É importante ressaltar que o tipo de escultura que se expandia nesse período se dava no âmbito privado, por meio da construção de túmulos e outros monumentos funerários.


Pinturas

A pintura gótica seguiu a mesma evolução estilística da escultura: de formas rígidas e simples para mais fluidas e naturais. Sua escala cresceu apenas no início do século XIV, quando começou a ser usada na decoração do retábulo (painel ornamental atrás de um altar).

As pinturas dos retábulos geralmente apresentam cenas e figuras do Novo Testamento, particularmente da Paixão de Cristo e da Virgem Maria. Elas exibem grandes detalhes e uma decoração refinada, muitas vezes aplicada com ouro.

Retábulo na Catedral de Toledo (Espanha)

As obras tornaram-se mais complexas com o passar do tempo, e os pintores começaram a buscar meios de descrever a profundidade espacial em suas pinturas, algo que teve como consequência o domínio da perspectiva nos primeiros anos da Renascença italiana.

Majestade de Santa Trinita, 1280–1285, Galeria Uffizi, Florença

No final da pintura gótica dos séculos XIV e XV, temas seculares como cenas de caça, histórias de cavalaria e representações de eventos históricos também apareceram. Ambos os assuntos, religiosos e seculares, foram descritos nos manuscritos iluminados (ou iluminuras).

As iluminuras foram uma das principais formas de produção artística durante o período gótico e atingiu o seu pico na França durante o século XIV. As ilustrações em Très Riches Heures du duc de Berry (c. 1409 – 16) pelos irmãos Limbourg, são talvez as mais significativas representações do gótico internacional assim como o manuscrito iluminado mais conhecido

Horas de Notre Dame (c. 1470)
As folhas do manuscrito são decoradas com numerosas iniciais ornamentadas, letras historiadas (com figuras de pessoas, flores, animais ou aves), e bordas estilizadas.
https://www.wdl.org/pt/item/251/

As muitas ricas horas do duque de Berry (c.1409 – 16)
Nessa obra podemos encontrar as representações dos meses do ano com os respectivos trabalhos a eles relacionados, quase sempre agrícolas, além de variadas orações

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Fontes

  • Enciclopédia Britânica
  • Visual Arts Cork
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