Imagine cobrir as paredes de um museu com linhas desenhadas à mão?
Foi exatamente esse o trabalho de Linn Meyers para o Hirshhorn Museum em D.C, na exibição Our View From Here.
A artista passou quase três meses desenhando sobre as famosas paredes circulares do museu em um projeto “site specific”, encomendado exclusivamente para o espaço.
As grandes galerias circulares serão agora palco das linhas vertiginosas de Linn, em exibição até maio de 2017.
Linn é uma importante artista contemporânea norte-americana com obras em museus e coleções por todo o país.
Na sua fala, na abertura da exposição foi possível descobrir a importância do processo criativo que rege a sua obra. Tudo absolutamente pensado, planejado e calculado.
Nas minhas andanças por aqui, tenho descoberto cada vez mais um retorno ao fazer – pintar, desenhar, esculpir – na arte contemporânea e a arte conceitual, que se apropria de objetos já prontos, ao estilo Duchamp, está perdendo terreno.
As linhas traçadas com caneta usada na técnica de graffiti exibem imperfeições que ressaltam ainda mais o caráter da obra.
Acostumada a trabalhar no silêncio de seu estúdio, Linn viveu uma experiência parecida com a performance, pois a galeria onde executou seu trabalho permaneceu aberta à visitação e durante todo o seu trabalho ela sentia atrás de seus ombros os olhares curiosos dos visitantes.
Interessante observar como a arte bebe em fontes passadas mas consegue se renovar e surpreender sempre!
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