National Museum of Women in the Arts Washington DC (Interior). Via Flickr | https://www.flickr.com/photos/mbell1975/6947573353
Na capital norte americana, Washington DC, existe um museu inteiro recheado somente de obras de artistas mulheres.
No “descolado” mundo das artes, o papel da mulher é infinitamente menor do que o dos homens e isso pode ser facilmente comprovado olhando estatisticamente qualquer uma das grandes coleções museológicas do planeta.
Em 1987, o National Museum of Women in the Arts (NMWA) foi fundado com a intensão de preencher essa lacuna e hoje, mesmo depois de 3 décadas, é ainda a única instituição dedicada exclusivamente à produção artística feminina.
O museu está localizado dentro de um antigo Templo Maçônico e sua coleção desafiadora contrasta com as linhas clássicas do edifício. Fundado por Wilhelmina Cole Holladay e Wallace F. Holladay, a instituição sempre questionou a pequena participação de minorias étnicas, sociais e de gênero nas grandes coleções.
O museu dedica-se a descobrir e tornar conhecidas artistas que foram ignoradas ou não reconhecidas, garantindo seus lugares na arte contemporânea.
Os fundadores do museu, Wilhelmina e Wallace Holladay, começaram a colecionar arte na década de 1960, quando os estudiosos passaram a discutir a sub-representação das mulheres nas instituições e exposições de arte.
Impressionados com uma pintura do século XVII da artista flamenga Clara Peeters, eles buscaram informações sobre a mesma e descobriram que os textos da história da arte não faziam referência a ela. Na verdade, a nenhuma outra artista feminina.
O casal se comprometeu a coletar obras de arte de mulheres e, eventualmente, criar um museu e um centro de pesquisa.
Depois de renovar extensivamente o antigo templo maçônico, a NMWA foi inaugurada em abril de 1987 com a exposição “American Women Artists, 1830-1930”.
A curadoria se divide em exposições temporárias e permanentes, com temas provocativos e pertinentes à discussão do papel feminino dentro da sociedade.
O resultado é encantador e por três andares eu pude me deliciar com trabalhos belíssimos de artistas mundialmente famosas como Frida Khalo e outras ainda desconhecidas do público brasileiro, mas com trabalhos fortes, como Magdalena Abakanowicz, escultura polonesa.
Tem até uma belíssima exposição de fotografia da brasileira Janaína Tschäpe.
Vale a visita e vale a ideia! Que surjam mais espaços pelo mundo afora dedicado ao trabalho de minorias, seja de gênero, de raça ou de qualquer contexto.
Sempre que visito uma feira de arte, meu percurso costuma ser um pouco diferente do…
Jerry Gogosian ficou conhecida por fazer uma pergunta que incomoda parte do mercado de arte:…
Site specific é o termo utilizado para definir obras de arte criadas especificamente para um…
As galerias de arte contemporânea parecem sempre seguir o mesmo padrão: paredes brancas, silêncio, iluminação…
A Galeria 18 inaugura, no dia 2 de junho, a exposição individual do artista James…
Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor…