Museu do Louvre, em Paris
Museus de arte de todo o mundo foram analisados pela Visitor Figures 2022, que recolhe dados referentes ao volume de visitantes que frequentaram as instituições, em busca de observar como essas instituições vêm se recuperando após os dois anos de bloqueios e incertezas que a pandemia da Covid-19 causou. A pesquisa trouxe um ranking dos 100 principais museus de arte analisados. Aqui, traremos os nomes dos 10 primeiros colocados, além de te contar se algum museu brasileiro está presente na lista.
A pesquisa soma 141 milhões de visitas registradas em todo o mundo. Esses 141 milhões são o dobro do número registrado em 2021 e quase o triplo de 2020. Mas ainda há um caminho a ser percorrido até recuperar a marca de 230 milhões de visitas em 2019, o último ano completo antes da pandemia.
As análises mostram uma recuperação desigual e tudo aponta que a queda no turismo estrangeiro tem sido um fator relevante em muitas cidades. A estratégia Covid-zero da China fez com que seus frequentadores de museus tivessem que lidar com regras severas. Os museus russos vêm encarando o fato de seu país ser visto com péssimos olhos internacionais após a invasão da Ucrânia. Paris e Seul estão se recuperando bem, enquanto Londres apresenta uma retomada mais lenta. Nos Estados Unidos o quadro é misto: enquanto algumas instituições relataram números que ultrapassaram seus níveis pré-pandêmicos ampliando, por exemplo, as experiências ao ar livre, outras ainda estão em retomada lenta.
Em 34º lugar está o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, com 1.364.208 visitantes em 2022. O número representa um aumento de 471% em relação a 2021 e uma queda de 48% se comparado a 2019.
O número de visitantes do CCBB-RJ também está à frente de instituições relevantes da arte mundial como o Van Gogh Museum, de Amsterdã, Guggenheim de Bilbao e Guggenheim de Nova York, por exemplo.
O Brasil é também o único país da América Latina presente no ranking.
Atualmente, com a maioria dos bloqueios já finalizados, a expectativa é que os números de 2023 sejam bem melhores. Mas enquanto alguns museus estão voltando ao seu antigo ritmo, para outros parece que os danos causados pela pandemia e as respostas políticas à crise podem ser duradouros.
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