Gabriel Abrantes explora a linguagem cinematográfica em sua produção de filmes e vídeos – os roteiriza, dirige, produz e neles ocasionalmente atua. Aborda temas históricos, sociais e políticos ao discutir questões pós-coloniais, de gênero e identidade. Suas obras criam camadas de leituras improváveis ao alterar narrativas tradicionais e tocam o absurdo, o folclore, o humor e a política. A Joking Relationship [Uma história do humor] (2016), comissionado pela 32ª Bienal, foi rodado no Mato Grosso (Canarana e nas aldeias Yawalapiti e Kamayura dentro do Parque Indígena do Xingu) e em São Paulo. Misturando certa estética hollywoodiana com abordagens típicas do registro documental, o filme usa do humor e da irreverência para tratar do deslocamento de povos indígenas e da ameaça ecológica de usinas hidroelétricas, incorporando assuntos de antropologia, tecnologia e política à sua narrativa ficcional. A história conta a jornada de uma indígena comediante que se une a um robô e conquista a fama na indústria cultural de massa brasileira. A obra, de natureza insólita, coloca em questão os hábitos humorísticos de diversos grupos indígenas em contraste com o progresso e a inteligência artificial.
Texto – Fonte
Veja também:
A Funarte (Fundação Nacional de Artes),em São Paulo, recebe até 03 de maio a exposição…
A Galeria 18 inaugura, no dia 29 de abril, a exposição individual “Vórtice”, do artista…
A Danielian Galeria - São Paulo promove seu primeiro intercâmbio artístico internacional com a exposição…
Atores do Sistema Instituição (I) Galeria (G) Artista (A) Curador (C) Art Advisor (AA) Sistema…
A Casa-ateliê Tomie Ohtake (1913-2015), localizada no Campo Belo, em São Paulo (Rua Antônio de…
Um roubo de arte chocou o circuito internacional neste início de mês, com o desaparecimento…