Thiago de Paula Souza assume curadoria da 8ª Bienal de Atenas e reforça presença brasileira no cenário global
Thiago de Paula Souza foi anunciado como curador da 8ª Bienal de Atenas, prevista para a primavera de 2027, consolidando sua trajetória como um dos nomes mais relevantes da curadoria contemporânea. A nomeação coloca o brasileiro à frente de uma das principais plataformas independentes da Europa e evidencia o avanço consistente da presença brasileira no circuito internacional de arte.
Sobre Thiago de Paula Souza
Baseado entre São Paulo e Berlim, Thiago de Paula Souza construiu uma atuação marcada por projetos que articulam arte, política, memória e ecologia. Atualmente integrante da equipe curatorial da 36ª Bienal de São Paulo, o curador também participou da 10ª Bienal de Berlim (2018), ampliando sua inserção no circuito global. Entre seus projetos recentes, destacam-se a cocuradoria do 38º Panorama da Arte Brasileira no MAM São Paulo (2024) e da exposição Some May Work as Symbols: Art Made in Brazil, 1950s–70s, apresentada na Raven Row, em Londres.
Sua prática crítica também reverbera internacionalmente, com reconhecimento em plataformas como a ArtReview, onde figura entre os nomes influentes do circuito artístico. Além disso, Thiago integra o comitê artístico da NESR Art Foundation, em Angola, e desenvolve uma pesquisa curatorial que evita leituras simplistas ao abordar temas complexos da contemporaneidade.
Sobre a Bienal de Atenas
Fundada em 2005, a Bienal de Atenas se consolidou como uma das mais importantes iniciativas experimentais da Europa, com forte vocação para discutir questões políticas, sociais e econômicas urgentes. A próxima edição acontece em um contexto de reestruturação institucional, agora sob a supervisão de um novo conselho de administração e um comitê curatorial internacional formado por nomes como Massimiliano Gioni, Katerina Gregos, Stefanie Hessler e Gabi Ngcobo — responsáveis pela escolha de Thiago de Paula Souza.
A nomeação sinaliza uma aposta em perspectivas curatoriais transnacionais e críticas, alinhadas ao histórico da bienal e às transformações do cenário global.
Obras em Destaque
Profissionais brasileiros em evidência
A chegada de Thiago de Paula Souza à curadoria da Bienal de Atenas reforça um movimento mais amplo: o protagonismo crescente de curadores brasileiros nas principais bienais e instituições do mundo. Esse cenário recente inclui a atuação de Denilson Baniwa e Gustavo Caboco Wapichana como curadores do Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza 2024, enquanto Adriano Pedrosa assumiu a curadoria-chefe da mostra — um marco histórico para o país. Além disso, a participação de Rosana Paulino, Diane Lima e Adriana Varejão no projeto curatorial Comigo Ninguém Pode, que representará o Brasil na 61ª Exposição Internacional de Arte de Veneza em 2026.
Com uma abordagem sofisticada e sensível às complexidades contemporâneas, esses profissionais vêm redefinindo narrativas e ampliando o alcance da produção artística global. Mais do que conquistas individuais, trata-se da consolidação de uma presença curatorial brasileira cada vez mais influente, especialmente no território estratégico das grandes bienais internacionais.

