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Sobre o que fala o primeiro longa de Vera Egito?

Três amigos, com 30 e poucos anos, e que ainda lidam com as incertezas da vida. Este é o ponto de partida para “Amores Urbanos”, primeiro longa escrito e dirigido por Vera Egito.

Júlia (Maria Laura Nogueira), Diego (Thiago Pethit), e Micaela (Renata Gaspar) são os personagens dessa história que tem São Paulo como cenário. Seja no hedonismo das festas ou na bebida para aliviar as tensões diárias, seja rindo ou chorando, eles moram no mesmo prédio e dividem experiências, fracassos e conquistas.

Inspirado nas pessoas que Vera Egito convive e até nela mesma, o filme poderia ser classificado como auto-ficção. Como ela diz: “não é autobiográfico porque o que ele mostra não é a trajetória real da vida de ninguém especificamente. Mas há uma auto referência, certamente. Algumas cenas e falas do filme foram literalmente extraídas da vida de meus amigos e da minha própria. A turma que o filme retrata é, na verdade, a minha turma”.

Ao abordar a vida dessa juventude tardia dos grandes centros urbanos: as desilusões amorosas, as dúvidas na vida profissional e os eternos problemas com pais, o filme instiga o espectador, especialmente os jovens dos vinte e tantos e trinta e poucos anos, à reflexão e a certa identificação com os personagens.

O longa de Vera Egito, assim como seus curtas “Elo” e “Espalhadas pelo ar”, mostra esse rito de passagem para a idade adulta, que é um processo muitas vezes doloroso e essencial para a trajetória pessoal de cada um de nós. Então, até quando dura a juventude?

Estreia nos cinemas: 19 de maio

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Nana Soma

É designer por formação e, pelos acasos da vida, iniciou sua atuação profissional na área de comunicação online e mídias digitais. Ela é várias em uma. Desdobra-se na Arte: fotografia, dança, teatro, cinema, artes visuais e literatura. Gosta da Arte à sustentabilidade, moda, psicanálise, semiótica e antropologia passando por feminismo, viagens, vinho e misticismo.

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