Da esq. para a dir.: Novíssimo Edgar, We are the sun, 2022, imagem: Pedro Agilson, cortesia do artista e A Gentil Carioca ; Rose Afefé, Afefé, 2024, imagem: Pedro Agilson, cortesia do artista e A Gentil Carioca.
A Gentil Carioca tem o prazer de anunciar as exposições “Arqueologia de si”, de Novíssimo Edgar, e “A vergonha quase me tirou a memória”, de Rose Afefé. As individuais ocorrem paralelamente nos dois prédios da galeria do Rio de Janeiro, a partir do dia 18 de maio.
Em Arqueologia de si, Edgar propõe um léxico próprio composto por formas, símbolos e cores. Este vocabulário, que habita na interseção entre produções históricas/culturais de diferentes sociedades, surge de uma busca do artista por suas origens: “Estou fazendo uma escavação dentro de mim mesmo para poder encontrar uma civilização perdida, o que bate em questões de ancestralidade, colonialismo e diáspora”. Com texto crítico de Tamar Clarke-Brown, curadora da Serpentine Gallery em Londres, a exposição apresenta um conjunto de obras inéditas entre esculturas, pinturas em tecido e objetos elaborados manualmente pelo artista. Segundo Tamar, “Novíssimo abraça o método arqueológico para levar adiante suas investigações sobre o ‘devir’, tecendo fios ancestrais e memoriais para gerar novas formações”.
As obras presentes em A vergonha quase me tirou a memória surgem a partir de recortes das muitas recordações que Rose carrega de sua vida e infância no interior da Bahia. A artista, que em 2018 realizou a obra Terra Afefé – uma microcidade levantada com terra na região da Chapada Diamantina – traz desdobramentos da poética desse território em pinturas e instalações inéditas: “Afefé surge como um processo de investigação artística sobre a minha própria vida, tudo se mistura e pouco se explica, a única coisa que posso compartilhar com você, com toda certeza de quem viveu, é que eu me desenvergonhei. Espero que as minhas vergonhas tenham alguma serventia de pulsar coragem aí.” Para aqueles que não estão familiarizados com a prática de Rose Afefé, o artista Luiz Zerbini, que assina o texto de apresentação da mostra, declara: “Para quem não sabe, ela é a mulher que construiu uma cidade sozinha”.
A Gentil Carioca é uma galeria de arte contemporânea fundada em 2003. Tem como maior objetivo fazer-se um lugar para pensar, produzir, experimentar, celebrar e comercializar a arte.
No Centro Histórico do Rio de Janeiro, no Saara, a galeria está situada em sobrados dos anos 1920. Já sua sede paulistana fica em Higenópolis.
Novíssimo Edgar: Arqueologia de si
Visitação: até 24 ago 2024
Terça a sexta, das 12h às 18h
Sábados: de 12h às 16h
A Gentil Carioca RJ
Rua Gonçalves Lédo, prédio 11, Centro – Rio de Janeiro – RJ
Rose Afefé: A vergonha quase me tirou a memória
Visitação: até 24 ago 2024
Terça a sexta, das 12h às 18h
Sábados: de 12h às 16h
A Gentil Carioca RJ
Rua Gonçalves Lédo, prédio 17, Centro – Rio de Janeiro – RJ
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