Artista_ Lia Chaia Folíngua G, 2003 Impressão jato de tinta 66,3 x 66,4 cm
A Galeria 18 inaugura, no dia 25 de março, a exposição coletiva “Veredas”. Com curadoria de Jurandy Valença, a mostra reúne cerca de 40 obras de 21 artistas, celebrando os 70 anos do romance Grande Sertão: Veredas, marco da literatura brasileira, escrito por João Guimarães Rosa, cuja tão aguardada biografia será lançada ainda este ano.
Inspirada pelo universo literário do romance, a exposição dá continuidade à pesquisa do curador em unir as artes visuais e a literatura, que resultou em mostras sobre Hilda Hilst (MIS/SP), Virgínia Woolf (Galeria 18) e Franz Kafka (Biblioteca Mário de Andrade). A coletiva propõe a exploração de maneira não-linear, simbólica e expandida do livro em algo que pode ser experienciado através de um conjunto visual heterogêneo. No clássico de Guimarães Rosa, Riobaldo narra sua trajetória em forma de confissão, revisitando memórias, guerras, dilemas morais e o seu vínculo com o enigmático Diadorim. A história é marcada por um linguajar inventivo e não-sequencial, pintando um sertão que é geográfico, mas ao mesmo tempo, é filosófico e existencial.
Nas palavras de Jurandy Valença: “‘Veredas’ procura evidenciar e costurar uma narrativa no qual a aridez, a fertilidade, a magia e a densidade existencial do sertão rosiano são materializadas visualmente.”
As obras apresentadas exploram temas e sujeitos que atravessam o universo do escritor: o sertão como metáfora, a oralidade e a memória presentes nos escritos, os conflitos interiores e a relação entre natureza, mito e identidade que populam a história. Para além dos temas que unem livro e exposição, a mostra se propõe a trazer, de forma visual, a mesma reinvenção contínua de linguagem do romance, articulando diferentes materiais, suportes e processos para criar um espaço onde a experiência de Grande Sertão: Veredas se materializa.
Nesta intenção de trazer os diversos caminhos e desdobramentos do livro para uma galeria, a curadoria trabalha com diversas técnicas como desenho, escultura, fotografia, gravura, joalheria, moda, pintura e texto. Na construção deste diálogo visual com o imaginário do sertão, participam da mostra: Adriana Meira, Alina Amaral, André Felipe, Antônio Pereira da Silva (Sitó), Carolina Krieger, Chrissie Barban, Davi de Jesus do Nascimento, Eveline Sin, Everson Fonseca, Flavia Fabbriziani, Gabriel Pessagno, Janice Pérez, James Rowland, Letícia Lopes, Lia Chaia, Mariana Coan, Marilá Dardot, Nazareno, Patrícia Guerreiro, Ricardo Sanchez e William Baglione.
Em Veredas, o sertão deixa de ser apenas paisagem e se torna linguagem. Assim como no romance de Rosa, o visitante é convidado a percorrer caminhos sem roteiro fixo, onde cada obra e técnica se apresentam como uma travessia possível. Em referência às palavras do curador, que sugere o sertão como uma condição, ou algo que existe dentro de cada um, ambos exposição e livro, se encontram na proposta de ser algo que não se resolve, e só acontece ao serem vistos ou lidos.
A 18 é uma galeria de arte contemporânea com uma seleção de artistas renomados e em ascensão, de diferentes vertentes, estilos e suportes.
Desde seu início, preocupa-se em criar e expandir relações dentro do mundo da arte, seja com os artistas, clientes ou espectadores, que encontram na 18 um ambiente receptivo, diferente da hostilidade hermética vista em outras galerias.
Seu time, com diversos artistas representados, oferece vários tipos de experimentações resultando em uma pluralidade visual e cultural que poucos locais possuem.
Exposição Coletiva ‘Veredas’
Local: Rua Simpatia 23, Vila Madalena – São Paulo/SP
Vernissage: 25/03/2026, 19h00 as 22h00
Período: 25/03 a 25/04 de 2026
Visitação: Terça a Sexta | 10h às 19h.
Sábado | 10h às 18h
ENTRADA GRATUITA
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