Exposições

Hugo França e a sua Impressão Vegetal

Quando teve seu primeiro contato com Tom Fetch, artista alemão que vive na França, durante a Design Miami/ de 2016, Hugo França jamais poderia imaginar a importância dessa aproximação nos caminhos que seu processo criativo tomaria, dois anos mais tarde.

Da empatia e da descoberta de similaridades no trabalho à ida de Tom até o ateliê de Trancoso não passou muito tempo. Juntos, trabalharam em um projeto do fotógrafo para uma exposição na Alemanha, mas foi na despedida de Fetch do paraíso baiano que nasceu um grande legado dessa amizade.

Antes de voltar à França, Tom presenteou Hugo com um pacote de papel Arches, sugerindo que ele buscasse um novo viés do seu trabalho através do desenho. “Isso foi muito surpreendente, pois nunca tinha pensado nessa possibilidade, mas, ao mesmo tempo, me provocou o pensar. Foram muitas as tentativas de uso do novo suporte, muitos estímulos à minha percepção e compreensão, até que encontrasse uma via de criação que fizesse sentido para mim”, disse Hugo França.

Meses depois, um caminho foi encontrado. Com matrizes feitas de pedaços de troncos, fatias e blocos saídos da produção de suas esculturas mobiliárias e uma mistura de carvão vegetal e verniz, iniciou-se uma produção de monotipias, registros íntimos do corpo e da textura da estrutura lenhosa das árvores. “Apesar de, pela primeira vez, me dedicar a um trabalho no plano bidimensional, não sinto que me afastei da minha poética porque a madeira, o carvão e o verniz são materiais que me acompanham desde o início de minha carreira”, completa Hugo.

 

Não foi possível salvar sua inscrição. Por favor, tente novamente.
Sua inscrição foi bem sucedida.
Paulo Varella

Estudou cinema na NFTS (UK), administração na FGV e química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil nos anos seguintes. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo, pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil. Paulo dirigiu 3 galerias de arte e hoje se dedica a ajudar artistas, galeristas e colecionadores a melhorarem o acesso no mercado internacional.

Recent Posts

Concreto vs. Neoconcreto: O Racha que Redefiniu a Arte Brasileira e Conquistou o Mundo

Em março de 1959, as páginas do Jornal do Brasil publicavam um documento que mudaria…

1 dia ago

Corina Ishikura: Cartografias e Memória em “Cidades Invisíveis”

A Casa do Olhar Luiz Sacilotto inaugura a exposição individual "Cidades Invisíveis", da artista visual…

2 dias ago

A quinta edição do FotoDoc – Festival Internacional de Fotografia Documental

A quinta edição marca um momento histórico de maturidade e internacionalização do evento. Entre os…

2 dias ago

Individuais de João Bez Batti e Deli Sampaio na Galeria Marcelo Guarnieri

A galeria apresenta, em sua unidade de Ribeirão Preto, as primeiras exposições individuais dos artistas…

2 dias ago

Galeria Movimento apresenta “Borda”, individual de Mateu Velasco

A Galeria Movimento abre ao público a exposição individual Borda, do artista visual Mateu Velasco.…

3 dias ago

A Galatea inaugura 2 exposições em novembro em São Paulo

A Galatea inaugura duas exposições em São Paulo: 'Glauco Rodrigues: devorador de imagens', na unidade…

3 dias ago