Quem é o artista? Fernanda Rappa
O que vai ter na exposição? Fotografias
Até quando? 22 de setembro
Exposição individual de Fernanda Rappa com curadoria de Eder Chiodetto. Trás fotografias inéditas da artista que trabalha entre Brasil e Alemanha. Sua atenção está voltada para as relações entre homem e natureza por um viés de ironia: ao mesmo tempo em que o medo do aquecimento global e do esgotamento dos recursos do planeta nos incitam a um culto ao verde a artista anota a forma aculturada, agressiva e artificial com que jardins e paisagens são tratadas buscando uma compensação que não acontece. Dupla ironia, é a sobriedade distante com que ela registra e produz suas imagens, totalmente desengajadas de qualquer estética ativista.
Controle
Controlar, domesticar desvios, crer em demasia no reflexo dos espelhos, calcular até debilitar o acaso, desejar a vida do outro como adorno da sua, ter a onipotência como meta, adorar ser servido, vilipendiar a estrutura do cosmos, gozar sequestrando o prazer do outro, criar barreiras ao que não pode ser contido, dar forma artificial ao que é erraticamente belo, ter compulsão por regras, organizar o naturalmente caótico, não crer no caos, aparar montanhas, pigmentar flores em laboratório, pensar armadilhas para viver no campo sem mosquitos, estimular a dúvida na assepsia de outrem, criar caminhos seguros, implodir ecossistemas, criar sistemas, não enxergar o micro, atenuar o ilícito, usar o progresso como desculpa, comer tudo, glorificar guaritas, edificar egolaterais, ensacar organismos vivos, plastificar texturas, vigiar e punir, endireitar curvas, interromper o fluxo, desnortear rumos, adornar o canto da sala com assassinatos consentidos, lotear territórios, idolatrar aparências, subjugar, praticar economia de regulação, escravizar fornecedores, escamotear o riso frouxo, pisar em formigueiros, por em prateleiras o que precisa germinar, aplaudir a coerção, gradear limites, cercar o que é seu, alimentar compulsões, inibir a contigência, desdenhar do fraco, bajular o forte, acreditar em dinheiro, relacionar amor com fragilidade, ocultar afetos, apostar na supremacia do gosto, temer o selvagem, se esquecer de ser selvagem. Ou então, fotografar incongruências.
Legado artístico é algo que se constrói ao longo da vida de um artista, mas…
O Centro Cultural Candido Mendes, tradicional reduto de experimentação e vanguarda artística em Ipanema, no…
O artista visual, animador cultural e diretor de arte Raimundo Rodriguez apresenta a exposição “Grandes…
Há uma ironia de trajeto em André Mogle. Conhecido pelo pulso largo do grafite paulistano…
Benjamin Rothstein costuma dizer que carrega certo estranhamento em relação ao mundo. Aos 73 anos,…
No final dos anos 1980, quando frequentava as salas da Escola de Artes Visuais do…