MAC USP apresenta: Valcárcel Medina

Quem é o artista? Isidoro Valcárcel Medina
O que vai ter na exposição? Registros sonoros e visuais, esquemas, aulas, provas, livros de artista, publicações de artista e textos de naturezas diversas.
É um bom programa? Sim
A galeria é conceituada? Sim
Quantas obras serão expostas? 25
Até quando? Julho de 2013

Além de duas exposições, Museu organiza um seminário internacional, um workshop e uma publicação sobre o artista considerado o pioneiro da arte conceitual na Espanha.

Isidoro Valcárcel Medina ainda é pouco conhecido no Brasil embora tenha realizado vários projetos na América do Sul em meados da década de 1970.  Exibir o trabalho do artista, além de avançar para a compreensão de uma obra complexa, ressalta o papel do MAC USP como acolhedor e disseminador da vanguarda artística internacional nas décadas de 1960 e 70. A partir de 29 de novembro, duas exposições têm lugar no MAC USP sobre a obra de Medina.

A Cidade e o Estrangeiro – Isidoro Valcárcel Medina remete ao titulo da mostra individual organizada no MAC USP em 1976, quando o artista veio a São Paulo a convite de Walter Zanini. A mostra atual apresenta os resultados da pesquisa da curadora Cristina Freira (docente do MAC USP), com apoio do GEACC (Grupo de Estudos em Arte Conceitual e Conceitualismos no Museu), coordenado por ela. São 25 obras do artista que pertencem ao acervo do Museu, entre registros sonoros e visuais, esquemas, aulas, provas, livros de artista, publicações de artista e textos de naturezas diversas.

As propostas de Valcárcel Medina interpelam o desconhecido e, para tanto, o artista inventa diferentes exercícios em que investiga as formas possíveis de comunicação, observando, como um estrangeiro, em diferentes lugares, costumes e práticas sociais. “A arte é um exercício e não uma obra”, explica Medina. Cristina Freire observa que “a recusa em usar a fotografia como arquivo de memória privilegiado distingue mais uma vez a atitude de estrangeiro. Não por acaso, Valcárcel Medina prefere outros métodos de registro. Ele faz projetos, planeja situações, desenha mapas, caminha pela cidade, entrevista pessoas, anota, conversa, para, por fim, poder contar histórias.”

A segunda exposição – Performance em Resistência – Isidoro Valcárcel Medina – 18 fotografias/18 estórias – é um projeto itinerante organizado pelo Bulegoa z/b, centro de pesquisas em arte baseado em Bilbao (Espanha), em colaboração com o If I Can’t Dance I Don’t Want To Be Part of Your Revolution, de Amsterdã (Holanda) que propõe a interação entre as ações realizadas por Medina no período de 1965-1993, revisitadas recentemente pelo artista e interpretadas por diferentes narradores, em vários países.

Além das exposições, o Museu organiza um seminário internacional, um workshop e uma publicação sobre o artista. Os eventos são gratuitos e a programação pode ser consultada no site do museu – www.mac.usp.br.

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