Gravura Brasileira
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Casulo e carcaça, carcomidas de ferrugem

Gravura Brasileira
Francisco Maringelli - Casulo e carcaça, carcomidas de ferrugem

Francisco MaringelliSeguir

Categoria
Ano da Obra 2009
Tamanho 50 x 70
Valor Estimado R$ 2.000

Casulo e carcaça, carcomidas de ferrugem

Casulo e carcaça, carcomidas de ferrugem é uma obra de Francisco Maringelli, gravador, xilógrafo e professor.

Xilogravura de fio

Francisco Maringelli

Francisco Maringelli

Gravador, xilógrafo e professor, Francisco José Maringelli frequentou curso livre do ateliê de pintura e gravura do Museu Lasar Seqall, entre 1980 e 1981.

Graduou-se pela Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP) em 1984 e pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP), em 1989.

Ministrou a oficina de gravura no Museu da Gravura de Curitiba, em 1985, e na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, em 1989 e 1996.

Participou do projeto Oficinas Culturais de Bairros entre 1990 e 1991. Em 1994, recebe Bolsa Vitae para desenvolvimento do projeto Grandes Formatos na Gravura em Relevo.

Entre 1995 e 1999, ministrou cursos de pintura e desenho na Fundação Cultural Cassiano Ricardo, em São José dos Campos. Realizou um curso de gravura em relevo no Centro Universitário Maria Antônia/USP (Ceuma), em 1999-2000.

Numa crítica de Leon Kossovitch e Mayra Laudanna, vemos que:

“Para Francisco Maringelli, a Cidade é o espaço que suas exposições preferem: as madeiras e os sintéticos vão recebendo papel que, impresso, também se expõe em interiores. Exterior ou interior, a exposição lida com gravuras de muitas dimensões.

No exterior, distribuem-se volantes gravados que divulgam por escrito, mas também combinando textos e figuras, o que acontece na Cidade, seus cursos, exposições etc. A agressividade da incisão em Francisco Maringelli tem por efeito a emoção, tanto no cortante dos raios que lhe contornam os corpos quanto no dos que se descarregam aleatoriamente na cena.

Referindo como seus antecedentes os gravadores nórdicos ou os da Brücke, não omite os daqui. De todos, retém a cena urbana como agressiva, no cortante da incisão e, ainda mais, na violência dos movimentos. Como cartaz, a gravura, em que a cidade se torna cena, volta à mesma cidade, como personagem.

Embora a memória lhe mova a mão, não se trata, nas estampas, de manter-se o chavão ‘resgate’, termo piedoso que pereniza um passado bombom ou bombeiro, no qual a violência havida se edulcora, rosa, mas de seguir o tempo, pura passagem, registrada e meditada em tal ou qual retorno visual aos lugares, que são o corpo, a gravura, a cidade.

Tudo, portanto, energiza-se dramaticamente nos tons baixos das estampas: o que está em jogo não é a perenidade da máscara, mas a travessia que encarquilha os seres, expressionista. (…) Na enxurrada de informações da Cidade, Francisco Maringelli é participativo, impondo seus cartazes construídos com imagens e frases que, agressivas, surpreendem o passante.”

Gravura Brasileira

Gravura Brasileira

A galeria Gravura Brasileira foi fundada em 1998 por Alberto Fuks e Eduardo Besen com a proposta de mostrar a gravura histórica e contemporânea em toda a sua diversidade com exposições temporárias e obras de acervo.

Atualmente, a galeria é o único espaço de exposições no país dedicado somente à gravura com mais de cem exposições realizadas nos últimos 10 anos. Ao longo do tempo a Gravura Brasileira tornou-se um centro de referência ao promover exposições de artistas jovens e consagrados, palestras e lançamentos de livros de artista e álbuns de gravuras sempre em estreita colaboração com os seus artistas.

A galeria recebe artistas, visitantes, galeristas e curadores de todo o mundo e mantém programas de intercâmbio com ateliês e instituições de outros Estados e países além de participar como convidada em feiras de arte (ArtFrankfurt 2003 e 2004) e em exposições internacionais (realizadas a partir de 2001 nas cidades de Amsterdam, Belize, Heidelberg, Paris, Cardiff, Nova Iorque, Havana, Washington, Oaxaca, Cidade do México e Berlim entre outras).

Em maio de 2008 com a exposição “Azulada” da artista plástica Lygia Eluf foi inaugurado o novo espaço da galeria à rua Dr. Franco da Rocha, 61, Perdizes. O novo endereço conta com três salas de exposição e mais espaço para o acervo de cerca de três mil gravuras originais de artistas de todo o Brasil, Argentina, Alemanha, Canadá, Itália, México, Japão e Inglaterra.

http://www.gravurabrasileira.com/