Um enlace entre história e fantasia não era uma tendência na televisão até então.
Apesar disso, teve 19 milhões de espectadores no último episódio da oitava temporada.
Temas como a relação da mulher em ambientes de poder, a ética e a guerra, são chaves para a grande audiência.
Os produtores executivos David Benioff e DB Weiss souberam adequar o conteúdo do Best Seller ao formato de série.
Porém a decepção da última temporada foi um choque terrível e os fãs estão cobrando que a HBO a refaça.
O enredo complexo de George R. R. Martin tem a capacidade de criar um universo labiríntico.
Suas incontáveis personagens amarram o espectador e bailam harmoniosamente em torno do núcleo do enredo.
Essa teia gigantesca de inter-relações não impediu o escritor de ir muito a fundo na psique dos personagens.
Todos despertaram o emocional do público ao tocarem nas velharias que atormentam a humanidade.
Contudo o telespectador nem sempre sai satisfeito e os absurdos como os da última temporada são imperdoáveis.
Nisso podemos incluir o copo do Starbucks que apareceu durante um episódio.
Um erro de continuidade parece ter gerado resultados oportunos para ambas as marcas.
O gosto pela carnificina de um autor já se mostrou grande chamariz para audiências televisivas.
A sensualidade nada contida para a época imaginária em que se passa a história é fundamental.
Uma série aparentemente histórica, mas com a liberdade ficcional fez com que ela superasse todos os épicos recentes que se mantiveram fiéis aos fatos.
Este com certeza é um fator que atrai os fãs de drama político e fantasia ao mesmo tempo.
É possível perceber traços claros de analogia de, GoT, com a Europa Medieval.
A abordagem desta terra média imaginária pode servir como metáfora a problemas contemporâneos.
Os únicos que não tomaram spoiler na oitava temporada foram os que viram na estreia.
Os posts são contados aos milhões todos os domingos e a popularidade de Game of Thrones cresce exponencialmente.
Esteja onde estiver, você ficará sabendo dos acontecimentos da trama. Algo importante para a TV.
O apocalipse é um estilo muito contemporâneo porque temos sempre a sensação de estarmos passando por uma recessão.
A tirania dos déspotas, os conflitos constantes e os caminhantes brancos dão este ar desesperador a todas as temporadas.
Não é de hoje que se reproduzem, no cinema e na TV, obras de fim do mundo.
Estas parecem resquício do medo atômico que percebemos na mentalidade do herdeiros da Segunda Guerra.
Psicologicamente as pessoas buscam no entretenimento a fuga de seus problemas da vida real.
Este estilo satisfaz essa necessidade de conhecer problemas piores que os próprios.
Tem-se a impressão de que a última temporada de Game of Thrones foi feita às pressas.
A morte do Rei da Noite nas mãos de Arya pareceu encerrar uma luta imensa com um peteleco.
A guerra acabou em uma espécie de reunião de condomínio.
http://www.bbc.com/culture/story/20140407-why-people-love-game-of-thrones
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