Andre Penteado e Sheila Oliveira na Zipper

Em sua primeira individual na Zipper Galeria, o artista André Penteado investiga as reminiscências e os desdobramentos visuais da delegação que desembarcou no Rio de Janeiro no início do século 19 com a meta de instituir a Academia Imperial de Belas Artes, primeira instituição oficial de ensino de artes no país. A exposição “Missão Francesa” tem texto crítico assinado por Moacir dos Anjos e apresenta um recorte da produção incluída em fotolivro homônimo do artista, também lançado no vernissage da exposição, dia 20 de julho, a partir das 19h.

“Não sou historiador e não pretendo explicar os processos. Minha intenção é gerar uma sensação do presente a partir de vestígios do passado”, o artista reflete. Trabalhos da mesma série estão também na mostra coletiva Antilogias, em cartaz na Pinacoteca do Estado até sete de agosto. Ainda neste mês, o artista realiza uma exposição individual sobre a Missão Francesa no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, que abriga a mais importante coleção sobre o período.

Sobre o artista
A obra de André Penteado (São Paulo, 1970) se baseia na ideia de que a fotografia, dada a sua banalidade no mundo de hoje, é uma das mais interessantes e complexas mídias para o desenvolvimento de trabalhos de arte. Produzindo desde 1998, o artista já realizou nove exposições individuais e participou de mais de vinte coletiva no Brasil, Argentina, Espanha e Inglaterra, onde viveu por sete anos. Em 2013, venceu o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger com o trabalho O Suicídio de meu pai; em 2014, teve seu projeto Tudo está relacionado selecionado para o Rumos Itaú Cultural 2013-2014. Tem quatro fotolivros publicados: O suicídio de meu pai (2014), Cabanagem (2015), Não estou sozinho (2016) e Missão Francesa (2017).

Texto crítico: Moacir dos Anjos
Crítico de arte, pesquisador e curador, Moacir dos Anjos foi curador do pavilhão brasileiro (Artur Barrio) na 54ª Bienal de Veneza (2011), curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010), co-curador da 6ª Bienal do Mercosul, Porto Aelgre (2007), e curador do 30º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna (2007), em São Paulo. Foi curador da mostra coletiva Cães sem Plumas (2014), no MAMAM e de exposições retrospectivas dos trabalhos de Cao Guimarães (2013), no Itaú Cultural, e de Jac Leirner (2011), na Estação Pinacoteca, ambas em São Paulo. Publica regularmente em revistas acadêmicas e catálogos de exposição. É autor, entre outros, dos livros Local/Global. Arte em Trânsito (Zahar, 2005) e ArteBra Crítica. Moacir dos Anjos (Automátia, 2010), além de editor de Pertença, Caderno_SESC_Videobrasil 8, São Paulo (SESC/Videobrasil, 2012).

Serviço
Exposição: “Missão Francesa”
Individual de André Penteado na Zipper Galeria
Abertura: 20 de julho de 2017, às 19h
Visitação: até 16 de agosto de 2017
R. Estados Unidos 1494, Jardim América – Tel. (11) 4306-4306
Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h

DE ONDE EMERGEM OS NERVOS
PROJETO ZIP’UP: Sheila Oliveira
Abertura – 20 de julho, quinta-feira, às 19h
A artista Sheila Oliveira volta a expor na Zipper, agora com a individual “De onde emergem os nervos”, aberta a partir de 20 de julho. Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra reúne composições fotográficas que refletem sobre a sensação de estranhamento que acomete o sujeito quando este se distancia do objeto, proporcionando novos olhares e potenciais criativos. A exposição integra o projeto Zip’Up, que, desde 2011, abriga projetos experimentais e propostas curatoriais inéditas. Em 2015, Sheila havia participado da coletiva “Constelações, Intermitências e Alguns Rumores”, também com curadoria de Eder.

Os trabalhos da artista partem da hipótese de que a vida contemporânea mecanizada tem distanciado a consciência sobre corpo e nossas atitudes, estabelecendo uma relação automatizada. De modo que o propósito de Sheila é retomar o caminho, dissecar de onde emergem os nervos. “Acessar o corpo através da atenção às sensações, apesar de parecer primário, nos dá ricas possibilidades do ver. Estender o olhar para a pele, a boca e os ouvidos, torna-se uma experiência completa”, Sheila sustenta.

Sobre a artista
Sheila Oliveira (São Paulo, 1968), graduada em Biblioteconomia e Documentação, fotografa profissionalmente desde 1995. Usa a fotografia como fio condutor para seu entendimento do mundo, muitas vezes utilizando o próprio corpo como elemento na construção de seu trabalho. Principais exposições individuais: “Rastro visto de coisa só ouvida”, Fauna Galeria, 2014; RAYCUERA, Espaço Cultural do Banco Central do Brasil (1996). Principais exposições coletivas: Constelações, intermitências e alguns rumores, 6º Festival de Fotografia de Tiradentes FOTO EM PAUTA, (2016); Bienal Internacional Fotográfica de Bogotá (2015); La Quatrième Image (2015). Prêmios: Prêmio Aquisição Casa do Olhar, 42º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto (2014); Prêmio Aquisição Casa do Olhar, 39º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto (2011). Coleções institucionais: FOTOMUSEO Bogotá (Colômbia), Fundação Cultural de Beijing (China), Casa do Olhar (Brasil), Museu UNESP (Brasil).

Sobre o curador
Eder Chiodetto é curador especializado em fotografia, com mais de 70 exposições realizadas nos últimos 10 anos no Brasil e no exterior. Mestre em Comunicação e Artes pela ECA/USP, jornalista, fotógrafo, curador independente e autor dos livros O Lugar do Escritor (Cosac Naify), Geração 00: A Nova Fotografia Brasileira (Edições Sesc), Curadoria em Fotografia: da pesquisa à exposição (Ateliê Fotô/Funarte), entre vários outros. Nos últimos anos tem realizado a organização e edição de livros de importantes fotógrafos como Luiz Braga, German Lorca, Criatiano Mascaro, Araquém Alcântara e Ana Nitzan, entre outros. É curador do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM-SP desde 2006.

Serviço
Zip’Up: “De onde emergem os nervos”
Individual de Sheila Oliveira na Zipper Galeria
Abertura: 20 de julho de 2017, às 19h
Visitação: até 16 de agosto de 2017
R. Estados Unidos 1494, Jardim América – Tel. (11) 4306-4306
Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h

Paulo Varella1139 Posts

Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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