Agenda de Arte 2026: exposições, feiras e bienais que você precisa acompanhar
A agenda de arte 2026 reúne exposições, feiras, bienais e programas institucionais que vão marcar o calendário da arte contemporânea no Brasil e no exterior. Ao longo do ano, eventos consolidados e projetos curatoriais de fôlego indicam um cenário atento a debates sociais, políticos e ambientais, além de transformações no próprio sistema da arte. Este guia reúne os principais acontecimentos para artistas, curadores, pesquisadores e público interessado acompanharem de perto.
SP-Arte 2026
De 8 a 12 de abril de 2026 — São Paulo
A SP-Arte abre o calendário das grandes feiras de arte no Brasil reunindo galerias, designers e editoras em São Paulo. Consolidada como um dos principais pontos de encontro do mercado de arte latino-americano, a feira promove o diálogo entre arte contemporânea, design e publicações, além de aproximar artistas, colecionadores, curadores e instituições.
Arpa Feira de Arte 2026
27 a 31 de maio de 2026 — São Paulo
Com foco em projetos curatoriais e galerias emergentes, a Arpa Feira de Arte vem se firmando como um espaço de experimentação e descoberta no circuito contemporâneo. A edição de 2026 reforça seu compromisso com propostas autorais e discursos críticos, ampliando a visibilidade de artistas e iniciativas que tensionam formatos tradicionais de exposição e mercado.
Bienal de Veneza 2026 — Pavilhão do Brasil
Maio a novembro de 2026 — Veneza, Itália
A Bienal de Veneza segue como o evento internacional mais influente do sistema das artes visuais. Em 2026, o Pavilhão do Brasil apresenta curadoria de Diane Lima, com participação de Rosana Paulino e Adriana Varejão, sob o tema ‘Comigo ninguém pode’. A proposta dialoga com questões de identidade, memória, resistência e narrativas do Sul Global, ampliando a presença da arte brasileira no debate internacional.
SP-Arte: Rotas 2026
26 a 30 de agosto de 2026 — São Paulo
Em sua 22ª edição, a SP-Arte: Rotas consolida-se com cerca de 180 expositores nacionais e internacionais. O evento aprofunda o diálogo entre arte e design, promovendo novas formas de circulação, colaboração e experimentação dentro do mercado contemporâneo.
Obras em Destaque
ArtRio 2026
16 a 20 de setembro de 2026 — Rio de Janeiro
A ArtRio reafirma o Rio de Janeiro como um polo estratégico do mercado de arte no Brasil. A feira reúne galerias consagradas e projetos emergentes, fortalecendo a circulação de artistas e ampliando conexões entre colecionadores, instituições e público.
Inhotim 20 anos
12 de setembro de 2026 — Brumadinho, Minas Gerais
No dia 12 de setembro de 2026, o Instituto Inhotim celebra duas décadas de existência com uma programação especial que inclui oito inaugurações e novas exposições. As mostras revisitam a trajetória do museu, sua relação entre arte, paisagem e arquitetura, ao mesmo tempo em que projetam os próximos anos de uma das instituições mais relevantes da arte contemporânea internacional.
Museu do Inhotim está na lista do The New York Times entre os melhores destinos para visitar em 2026
39º Panorama da Arte Brasileira — MAM São Paulo
Setembro de 2026 — São Paulo
Previsto para setembro de 2026, o 39º Panorama da Arte Brasileira marca o retorno da exposição ao MAM São Paulo após o período de reformas. Com curadoria de Diane Lima, a edição propõe reflexões sobre arte contemporânea, reparação histórica e políticas afirmativas, reafirmando o Panorama como um dos principais projetos de mapeamento e tensionamento da produção artística no país.
MASP 2026: Histórias Latino-Americanas
Ao longo de todo o ano — São Paulo
Durante todo o ano de 2026, o MASP dedica sua programação expositiva ao eixo Histórias Latino-Americanas, dando continuidade ao ciclo de “Histórias” que estrutura a agenda recente do museu. O projeto investiga identidades, política, colonialidade e cultura visual da América Latina por meio de exposições monográficas e coletivas.
Entre os destaques confirmados estão a primeira retrospectiva de Sandra Gamarra Heshiki no Brasil, além de exposições com obras de Jesús Rafael Soto e Damián Ortega. O eixo curatorial privilegia produções latino-americanas, o Atlântico Negro e a arte indígena, sem ênfase em artistas europeus, e é acompanhado por seminários de pesquisa e publicações.
Um ano para acompanhar de perto
Mais do que uma sucessão de eventos, a agenda de arte 2026 aponta para um campo artístico atento a transformações sociais, ambientais e políticas. Para artistas, profissionais do setor e público interessado, trata-se de um ano estratégico para circular, pesquisar, produzir e se posicionar dentro de um cenário cada vez mais conectado, crítico e em constante transformação.

