Arte no Mundo

Conheça os trabalhos de Regina Silveira no Aeroporto de Houston, EUA

Artista apresenta “Paraíso”: três obras que exploram insetos alados em vidro, cimento e grandes instalações artísticas

Por Equipe Editorial - fevereiro 18, 2025
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Regina Silveira apresenta ao público que passar pelo Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston, Estados Unidos, “Paradise”, seu mais novo projeto artístico. A obra é composta por três criações: “Paradise Flight”, “Paradise Wind” e “Paradise Mix”. Segundo a artista brasileira, as diversas pesquisas e experiências acumuladas ao longo de mais de 60 anos de carreira a conduziram às escolhas poéticas e aos meios de produção que caracterizam o “Paradise Project”.

Regina Silveira
(Fotografia Slyworks / CASACOR)

Foram dois anos de pesquisa e produção, período em que a artista adentrou o imaginário dos insetos alados, referências que habitam sua pesquisa artística há mais de 15 anos. Nesse processo, diferentes padrões gráficos de insetos ganharam proporções gigantescas em diversos espaços e arquiteturas ao redor do mundo.

Regina Silveira
(Fotografia Slyworks / CASACOR)

Em “Paradise Flight”, uma estrutura retangular de vidro temperado impresso é suspensa do teto, enquanto “Paradise Wind” foi criada no chão com cimento colorido, simulando uma falsa abertura para o céu. “Paradise Mix” apresenta vidro impresso preso à parede. Em todas as obras, as diferentes espécies e escamas de insetos se misturam como se estivessem voando pelo espaço.

Regina Silveira
(Fotografia Slyworks / CASACOR)

A pesquisa artística de Regina Silveira questiona formas ortodoxas e pré-estabelecidas de representação, levando-a a explorar novas possibilidades de significado. Seus trabalhos investigam o espaço arquitetônico e contextual, muitas vezes causando estranheza ao deslocar o ordinário, ou seja, nossas referências cotidianas.

Sobre Regina Silveira

Natural de Porto Alegre em 1939 e moradora de São Paulo, Regina Silveira é conhecida por sua pesquisa sobre os princípios da perspectiva, tridimensionalidade e estudo das sombras, que emprega em grandes instalações site specific, recortes em vinil, projeções luminosas, gravuras, bordados, porcelana, vídeos digitais, entre outras mídias.

Regina Silveira
Foto: acervo Regina Silveira

É Graduada em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da UFRGS (1959); Mestrado (1980) e Ph.D. (1984) na Escola de Comunicação e Artes da USP. Professora em: Instituto de Artes da UFRGS (1964-69), Universidad de Puerto Rico (1969-1973), FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado(1973-85) e Escola de Comunicação e Artes, USP, desde 1974.

A artista participou de várias bienais, como Bienal de São Paulo (1981, 1983, 1998, 2021), Bienal Internacional de Curitiba (2013, 2015) Bienal do Mercosul (2001, 2011), Porto Alegre, Brasil; Bienal de La Habana, Cuba (1986, 1998 e 2015); Médiations Biennale, Poznan, Polónia (2012); 6ª Bienal de Taipei, Taiwan, (2006); 2ª Trienal de Setouchi, Japão (2016). Algumas de suas exposições coletivas mais recentes: “Walking through Walls”, Martin Gropius Bau, Berlin, Germany, 2019; “Die Macht der Vervielfältigung”, Leipziger Baumwollspinnerei, Leipzig, Alemanha 2019; “Radical Women: Latin American Art”, 1960-1985, Hammer Museum, Los Angeles, EUA, 2017; Brooklyn Museum, NY, EUA, 2018, Pinacoteca do Estado, SP, Brasil, 2018; “O Poder da Multiplicação”, MARGS, Porto Alegre, Brasil, 2018 ;; “Mixed Realities”, Museu Kunst, Stuttgart, Alemanha, 2018; “Imprint”, Academy of Fine Arts, Warsaw, Poland, 2017; “Future Shock”, Site Santa Fe, Santa Fe, EUA, 2017; “Consciência Cibernética (?)”, Itaú Cultural, São Paulo, Brasil, 2017.

As últimas exposições individuais de Regina são: “Limiares”, Paço das Artes, São Paulo, Brasil 2020; “Up There”, Farol Santander, São Paulo, Brasil, 2019; “EXIT”, Museu Brasileiro da Escultura – MuBE, São Paulo, Brasil, 2018; Unrealized / NãoFeito “, Alexander Gray Associates, NY, EUA, 2019,“ Todas As Escadas ”, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil, 2018; “Regina Silveira”; “Crash”, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil, 2015; “El Sueño de Mirra y Otras Constelaciones”, Museo Amparo, Puebla, México, 2014; “1001 Dias e Outros Enigmas”, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre Brasil, 2011; “Abyssal”, Galeria Atlas Sztuki, Lodz, Polônia, 2010; “Lumen”, Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha, 2005.

Entre outros, recebeu os prêmios Prêmio MASP (2013), Prêmio APCA pela trajetória (2011) e Prêmio Fundação Bunge (2009). O artista também recebeu bolsas da Fundação John Simon Guggenheim (1990), Fundação Pollock-Krasner (1993) e Fundação Fulbright (1994).

Seu trabalho está representado em muitas coleções públicas, algumas delas como: Banco de la República de Bogotá, Bogotá, Colômbia; Coleção Itaú, São Paulo, Brasil; Coleção SESC, São Paulo, Brasil; El Museo del Barrio, Nova York, EUA; Museu de Belas Artes, Houston, TX, EUA; MAC – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Brasil; MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand- São Paulo, Brasil; MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil; MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; Agnes Etherington Art Centre, Kyngston, Canadá; Museu de Arte Contemporânea de San Diego, La Jolla, EUA; Museu de Belas Artes de Taipei, Taiwan; Museu de Arte Moderna, Nova York, EUA; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil; Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha.

Com informações de Casacor.

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