Categories: Arte no Mundo

O desenho por trás de grandes obras do século XVII

Imagem: Michiel van Musscher, An Artist in His Studio with His Drawings, mid-1660s, oil on panel, Liechtenstein, The Princely Collections, Vaduz-Vienna
Crédito: National Gallery of Art

Quando vejo uma obra de arte do século XVII nas paredes de um museu, sempre fico impressionada com a qualidade dos desenhos e pinturas, com o realismo perfeito com que corpos, paisagens e ambientes são retratados.

Principalmente o movimento de arte dos países baixos, no qual Rembrandt foi o grande destaque. Ao contrário de temas religiosos e místicos, comuns no movimento italiano da mesma época, os “dutches” retratavam o cotidiano, a vida nas tabernas, o interior das casas burguesas e as belíssimas paisagens.

Essas pinturas sempre me fascinaram porque funcionam como uma aula de história ilustrada, onde posso viajar no tempo e imaginar a vida em outras épocas. Parece sempre que o pintor era um paparazzi à espreita na vida intima das pessoas.

Sobre esse assunto está rolando na National Gallery em Washington DC uma exposição belíssima: “Drawings for Paintings in the age of Rembrandt”.

Nessa exposição cerca de 90 esboços e estudos de alguns desses magníficos trabalhos estão a mostra. É possível visualizar a intenção das pinturas nos rascunhos dos pintores, nos seus cadernos de desenho e nas suas composições.

Para quem – como eu, está engatinhando na arte de desenhar, foi uma oportunidade incrível de ver que mesmo a mais intrigante de todas as pinturas, teve seu início com traços rabiscados, apagados e refeitos incansavelmente até chegarem à perfeição.

Adoro quando exibições de arte desvendam o processo criativo por detrás de uma obra e isso se cumpre muito bem nessa imperdível exposição.

Para saber mais clique: aqui.

Confira a seguir, os vídeos com algumas demonstrações:

Vídeo 1

Vídeo 2

 

Vídeo 3

 

Veja também:

Não foi possível salvar sua inscrição. Por favor, tente novamente.
Sua inscrição foi bem sucedida.
Gabriela Albuquerque

Com formação em Letras e Crítica e Curadoria de Artes, Gabriela é daquelas pessoas que caminha pelo mundo prestando atenção em linhas, formas, cores e sons. Atualmente mora na capital dos EUA , Washington DC, de onde irá compartilhar impressões e descobertas dentro desse universo incrível que só a arte proporciona.

Recent Posts

MAM Rio realiza seminário internacional com a UNESCO para debater o papel da educação nos museus

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) realiza, nos dias 30…

17 minutos ago

Itaú Cultural: Encontro com Professores inspirado na obra de Solange Pessoa

O Itaú Cultural realiza, no dia 27 de outubro de 2026, mais uma edição do…

24 minutos ago

O génio de vanguarda que preferia bananas a vernissages

Em 1964, a prestigiada Gallerie Christinae, na cidade sueca de Gotemburgo, inaugurou uma exposição coletiva…

7 horas ago

O cotovelada de US$ 40 milhões

Em outubro de 2006, num gabinete refrigerado em Las Vegas, Steve Wynn preparava-se para concretizar…

8 horas ago

O que acontece com o mercado de arte quando um artista morre?

A morte muda a obra ou muda o mercado? (Texto original publicado no www.arteindex.com) Quando…

8 horas ago

O que todo mundo pensa numa vernissage (mas ninguém tem coragem de falar)

Quantas vezes você já foi a uma abertura de exposição realmente focado em olhar as…

1 semana ago