Curiosidades

Jeff Koons. Suas tulipas sofreram um revez na França

Por Paulo Varella - junho 1, 2018
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Após 2 meses de controvérsia, o Ministério da Cultura abandonou os planos para instalar a escultura de Jeff Koons, Bouquet of Tulips, em frente ao Palais de Tokyo e ao Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris.

O artista norte-americano esperava homenagear as vítimas dos atentados terroristas de novembro de 2015 em Paris com o memorial, mas a proposta inflamou os negociantes de arte franceses e figuras culturais que criticaram duramente a iniciativa.

“Eu falei com Koons várias vezes; estamos ansiosos para sair da controvérsia. Ele não ficará no Palais de Tokyo ”, disse a ministra francês da cultura, Françoise Nyssen, ao jornal francês Le Figaro.

A escultura agora deve ser colocada em um “lugar popular e visível, onde pode ser compartilhado por todos”, disse Nyssen, que deve se reunir com representantes do Ministério da Cultura e da Cidade de Paris para discutir a mudança. O ministério da cultura francesa administra o Palais de Tokyo.

Francoise Nyssen

As tulipas seriam “uma oferenda de memória às vítimas das terríveis tragédias que aconteceram na França nos últimos dois anos”, disse Koons  em novembro de 2016, acrescentando que queria “dar esperança aos familiares dos sobreviventes” e ajudar a cidade a superar suas tragédias.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, disse que a escultura – um trabalho de 10 metros de bronze, aço inoxidável e alumínio pesando 33 toneladas – seria instalada em frente ao Palais de Tokyo e ao Museu de Arte Moderna da Cidade de Tóquio.

Anne Hidalgo

“O fato de que este grande artista decidiu oferecer à cidade de Paris … uma obra de arte monumental é um símbolo de generosidade e compartilhamento, e mostra que os laços de nossa capital com os Estados Unidos são indestrutíveis”, disse Hidalgo na época.

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Estudou cinema na NFTS (UK), administração na FGV e química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil nos anos seguintes. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo, pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil. Paulo dirigiu 3 galerias de arte e hoje se dedica a ajudar artistas, galeristas e colecionadores a melhorarem o acesso no mercado internacional.

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