Essa semana vamos homenagiar o multiartista Décio Pignatari, que infelizmente veio a falecer na manhã deste domingo em decorrência de uma infecção pulmonar. Uma perda muito significativa na literatura brasileira, de um dos fundadores da poesia concreta no Brasil, junto aos irmãos Campos.
Décio nasceu em Jundiaí e formou-se em Direito pela USP em 1954, sendo que ainda na faculdade iniciou sua carreira na literatura com Augusto e Haroldo de Campos. É um dos principais nomes da poesia concreta, e desde os anos 1949 realizava suas primeiras experiências com linguagens poéticas e recursos visuais.
Em 1952 Pignatari e os irmãos Campos lançam a primeira edição da revista Noigandres, uma publicação recheada de poesia concreta, formas e desenhos, que faziam dela uma revista revolucionária, afinal eles estavam rompendo com o movimento literário dos anos 1940 e introduzindo um tipo de poesia vanguardista no Brasil. Os poemas tinha formas, e eram as estruturas-conteúdo que davam sentido ao poema.
Pignatari seguiu sua vida sendo poeta, ensaísta e tradutor. Entre suas publicações estão a “Teoria da Poesia Concreta” (1965), “Carossel” (1950), “Panteras” (1992), a peça de teatro “Céu de Lona” (2004) e traduções de grandes escritores como Dante Alighieri, Goethe e Shakespeare.
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