Claudio Tozzi

brasileiro, 1944
Claudio Tozzi

Pintor, desenhista, gravador e arquiteto, Claudio Tozzi nasceu em São Paulo, em 1944. Sua obra participa da paisagem paulistana e dos livros de arte brasileira há uns 30 anos, sendo reconhecida com facilidade pelo seu multi-cromatismo e pela sua técnica pontilhista. Seus temas são: a pop art, pássaros e paisagens brasileiras, paisagens urbanas, escadas, retalhos geométricos, escadas, recortes, etc., com as fases mais antigas sendo mais procuradas pelos colecionadores.

Descendente de italianos, estudou no Colégio de Aplicação da USP onde foi incentivado pela sua professora de artes a criar cartazes, colagens e composição abstratas. No início da década de 1960, influenciado pelas notícias da Guerra do Vietnan, criou sua primeira obra, intitulada “Paz”. Pouco depois, venceu o concurso de cartazes para o XI Salão Paulista de Arte Moderna, iniciando sua carreira de artista gráfico.

Entre 1963 e 1968, cursou arquitetura na FAU/USP. Em 1969 fez uma viagem de estudos à Europa quando realizou as séries “Astronautas” e “Parafusos”, com gravuras, objetos e pinturas. A partir de 1972 sua obra evoluiu do pop para o conceitual, realizando estudos com a cor, o pigmento e a luz.

Na década de 1970, foi um dos idealizadores do Cinemobiles, juntamente com Abrão Berman, quando aventurou-se nas artes cinematográficas, realizando curta-metragens no formado super 8. São de sua autoria os filmes “Grama”, “Fotograma”, “A Morte da Galinha” e “Seio”.

Ainda na década de 1970, desenvolve pesquisas cromáticas e nos anos de 1980, trabalha com temáticas figurativas. É neste período que criou painéis para espaços públicos em São Paulo, como “Zebra”, colocado na lateral de um prédio da Praça da República e outros ainda na Estação Sé do e na Estação Barra Funda do metrô, no edifício da Cultura Inglesa. Também no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do metrô.

O artista expôs o seu trabalho em várias exposições nacionais e internacionais e suas principais obras são: “Guevara vivo ou morto” (serigrafia que vendia em estádios de futebol e praça no final da década de 1960), “Mão/Multidão/Mão”“Veja o nú”“Desta vez eu consigo fugir”“Trama reticular urbana”, entre muitas outras.

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