Cinema

A sétima arte; Por que o cinema tem este nome?

Por Paulo Varella - maio 15, 2020
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O termo “sétima arte”, usado para designar o cinema, foi estabelecido por Ricciotto Canudo no “Manifesto das Sete Artes”, criado em 1912 e que foi apenas publicado apenas em 1923.

A ideia de numerar as artes veio somente como uma forma simples de designar as diferentes manifestações artísticas.

Posteriormente, foram propostas outras formas de arte, umas mais ou menos consensuais, outras que foram prontamente aceitas como o caso da 9ª arte, que hoje em dia é uma expressão muito utilizada para designar as histórias em quadrinhos.


Aqui vai a lista com a numeração das artes:

– Música (som)
– Artes cénicas (Teatro/Dança/Coreografia) (movimento)
– Pintura (cor)
– Escultura (volume)
– Arquitetura (espaço)
– Literatura (palavra)
– Cinema (Áudio-Visual) (Contém artes anteriores como a música para trilha sonora, artes cênicas para dublagem e captura de movimentos, pintura, escultura e arquitetura para o design, e literatura para roteiros)
Outras formas expressivas também consideradas artes foram posteriormente adicionadas à numeração proposta pelo manifesto.

– Fotografia
– Historia em quadrinhos
10ª – Video Games
11ª – Arte digital (integra artes gráficas computadorizadas 2D, 3D e programação).


Por que “sétima arte” não é usado nos países de língua inglesa?

O uso é menos freqüentemente talvez porque a pessoa que criou o termo, era um italiano e viveu em Paris. Quase todas as suas obras também foram publicadas na França ou na Itália e o termo terminou não pegando entre os americanos, britânicos, canadenses e australianos.

Ricciotto Canudo: sétima arte
Ricciotto Canudo

Quem foi Ricciotto Canudo?

Ricciotto Canudo (Gioia del Colle (Itália), 1877 – Paris, 10 de novembro de 1923) foi um teórico e crítico de cinema pertencente ao futurismo italiano. Estudou no “Istituto Tecnico Superiore de Bari”, onde se licenciou em física e depois línguas orientais e estudos bíblicos na Universidade de Florença.

Imerso nos ambientes de vanguarda, aos 24 anos se estabeleceu em Paris, onde trabalhou como correspondente do “Il Correr“, em seguida começou a escrever nos periódicos parisienses. Imerso na vida cultural da cidade, criou a revista “Montjoie” em 1913 e estabeleceu amizade com Guillaume Apollinaire, com quem manteve uma ampla correspondência, Georges BraquePablo Picasso e Maurice Ravel, entre outros.

Destacou sua preocupação teórica sobre a realidade do cinema e suas possibilidades em um futuro de maior evolução técnica. Em 1911 publicou em Paris um artigo intitulado “La Naissance d’un sixième art. Essai sur le cinématographe“, considerado como o primeiro texto no qual se define o cinema como uma arte, até então a sexta arte, na qual se resumem as demais artes.

Em 1920 fundou o Clube “Amis du Septième Art” e, dois anos depois, “A Gazzette des sept arts“, na qual em 1923 publicou o “Manifeste des Sept Arts”, onde finalmente define o Cinema como a Sétima Arte, adicionando a Dança à lista. Muitos de seus trabalhos foram publicados depois de sua morte no livro “L’usine aux images” publicado em 1927.


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Estudou cinema na NFTS (UK), administração na FGV e química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil nos anos seguintes. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo, pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil. Paulo dirigiu 3 galerias de arte e hoje se dedica a ajudar artistas, galeristas e colecionadores a melhorarem o acesso no mercado internacional.

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