Conheça o Shop Sui de Fernando Martins

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Coletivo Shop Sui
Foto: Silvia Machado

Sobre

A  Plataforma Shop Sui é atualmente o espaço dinâmico que concentra as expressões artísticas e de pesquisa de Fernando Martins.

O trabalho dedicado a sua pesquisa pessoal, suas criações e seu relacionamento como coreógrafo e intérprete é a base em que se estrutura a PLATAFORMA SHOP SUI. Esse nome foi inspirado na culinária chinesa, no prato Chop Suey, onde através da mistura de vários ingredientes surge um novo sabor.

Fernando Martins
Fernando Martins

Fernando Martins dentro dessa plataforma integra de forma orgânica suas habilidades na busca contínua de diferentes possibilidades de atuação artística em união com outros universos filosóficos e lúdicos.

Trajetórias

O coletivo

Shop Sui iniciou como um coletivo, um espaço de diálogo entre a dança e a arte contemporânea. No inicio de 2008, em Goiânia, Fernando Martins juntamente com o também bailarino e coreógrafo Henrique Lima e o artista gráfico Mateus Dutra deram início a um projeto chamado Shop Sui realizando uma pesquisa e construindo personagens que flertavam com a cultura popular e sua urbanidade.

O primeiro projeto desse então coletivo foi um vídeo com o nome homônimo ao grupo: Shop Sui.

Coletivo Shop Sui
Coletivo Shop Sui. foto: SilviaMachado

Através da movimentação dos corpos dos bailarinos e dos traços do artista gráfico, as investigações abordavam o embate dos diversos caminhos que a arte contemporânea lhes sugere, seja nos palcos, nas ruas, calçadas ou quaisquer outros suportes que as urbes proporcionem. Como extensão desse primeiro trabalho se seguiu o vídeo arte To Take Way onde iniciou a parceria com o bailarino e coreógrafo mexicano Camilo Chapella. Este trabalho contou com a direção de Christian Mariano e com parceria da produtora Claudinha Fernandes e de sua equipe.

Dessa parceria com Camilo surgiu uma residência artística em Mazatlan (México), em 2011, onde Fernando Martins e Camilo Chapella com suporte da Escuela Profesional de Danza Contemporánea de Mazatlán | México (EPDCM) criou o trabalho Lembrança Desfocada, um duo que tinha um carácter mais coreográfico do que os trabalhos anteriores do Shop Sui.

Em São Paulo

Em 2011, na expectativa de concentrar as atividades do Shop Sui em São Paulo, Fernando articulou-se com coreógrafos e diretores na cidade e manteve-se criando e desenvolvendo seus trabalhos autorais, concentrando cada vez mais suas expressões neste núcleo.

Nesse período, articulou-se ao Balé da Cidade de São Paulo e ao Balé Jovem onde desenvolveu trabalhos coreográficos, entre eles Os Muffins e Olhar Neutro nos quais já utilizava nos processos de criação uma forma de conduzir o movimento muito próprias, que caracterizam a linguagem da Shop Sui.

Em 2012, Fernando Martins fez novas parcerias tendo como resultado uma temporada na Galeria Olido com a apresentação de Behind te Clothes e do solo Black Out. O trabalho Behind the Clothes foi incorporado a Shop Sui neste período. Criado em 2006 na Random Collision, a coreografia foi dançada juntamente com Jorge García e com Willy Helm. Com Jorge García também criou o solo Black Out. Em sua primeira versão, em 2012, Black Out foi um trabalho de direção e coreografia coletivo de Fernando Martins e Jorge Garcia. Os dois trabalhos foram apresentados na Galeria Olido em São Paulo.

Depois dessa experiência Fernando Martins iniciou um processo de aprofundamento em sua pesquisa Brain Diving e nesse período alguns caminhos e necessidades de pesquisa ficaram mais claros.

No ano de 2014 a Plataforma Shop Sui teve os trabalhos Black Out e Meu Doce Estimado em circulação pelo ProAc- Programa de Ação Cultural.

Desde 2014 Shop Sui passou a ser: PLATAFORMA SHOP SUI-Fernando Martins. Onde o artista desenvolve seus trabalhos pessoais artísticos.

“A Máquina da Amnésia”, no Centro Cultural Olido

Nos dias 8, 9 e 10 de março, o bailarino e diretor da Plataforma Shop Sui, Fernando Martins, apresenta a performance “A Máquina da Amnésia”, com Dalilla Leon, na Sala Paissandu do Centro Cultural Olido. A entrada é gratuita.

A dramaturgia poética e cênica de “A Máquina da Amnésia” se inspira nos instantes de distanciamento de nosso estado consciente ao executarmos uma ação rotineira. Os artistas compartilham momentos de esquecimento, suspensão e interrupção vindos à tona durante o processo de criação, a partir do mergulho da pesquisa de linguagem em dança Brain Diving.

 “A máquina que chega é pesada, estacionada na sala vazia de nossas mentes. A consciência é líquida e escorre depressa; é o cabo que liga e desliga, ou você entra ou fica de fora. Entrar na máquina faz parte de entender seu sistema, ser parte da engrenagem. Se remontar, fragilizar e solidificar”.

A apresentação integra o projeto “Brain Diving – procedimento para cena”, contemplado pela 24a edição do Programa Municipal de Fomento à Dança.

Serviço:

“A Máquina da Amnésia”, da Plataforma Shop Sui

  • Com:  Fernando Martins e Dalilla Leon
  • Dias 8, 9 e 10/3 (sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h)
  • Local: Centro Cultural Olido – Sala Paissandu
  • Av. São João, 473- República
  • Classificação indicativa: livre | Duração: 45 minutos

Ficha técnica

Direção: Fernando Martins | Intérpretes-criadores: Dalilla Leon e Fernando Martins | Figurino: João Pimenta | Cenografia: Leo Ceolin – Estudioscópio | Designer de Luz: Rodrigo Silbat | Artista Audiovisual e Programador: Caleb Mascarenhas | Produção musical e Trilha sonora: Fernando Martins | Captação e Edição de vídeo: Osmar Zampieri | Fotografia: Silvia Machado | Produção: Cristiane Klein (Dionísio Produção) | Assistente de produção: Dalilla Leon


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Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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