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Galeria 18 abre duas individuais, de James Rowland e Ricardo Sanchez, em maio

Por Equipe Editorial - maio 14, 2024
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A Galeria 18 abrirá ao público, simultaneamente, no dia 15 de maio, as mostras individuais “Voar com a alma”, do artista Ricardo Sanchez, e a “A natureza do tempo”, do artista James Rowland.

O primeiro e segundo andar da galeria serão dedicados à exposição do artista James Rowland. Inspirado pela serra da Bocaina, onde vive atualmente, o artista cria obras com formas biomórficas, buscando retratar a ação do tempo sobre a natureza e as cicatrizes cavadas na paisagem, utilizando-se da textura da madeira para esculpir relevos que transmitem fissuras naturais e vazios.

Outra faceta da discussão ‘tempo/natureza’ proposta pelo artista é como se dá a relação humana com a natureza, outrora intensa, que com sua forte presença foi semente de nossas crenças e folclores, e como, em contrapartida, a falta desta nos impacta.

“As pedras são esculpidas pela água e pelo vento, sementes se transformam em árvores que depois morrem e viram adubo. As fissuras, vazios e esqueletos aparentes são as imperfeições que a vida deixa marcada nos nossos corpos, nada é perfeito e nada resiste ao passar do tempo.” James Rowland.

No andar superior da galeria, Ricardo Sanchez, sob curadoria de Nilo de Almeida, aborda o urbano. Fotografando figuras cotidianas, que são de certa forma, invisíveis no nosso dia a dia, o artista cria um diálogo entre as imagens e os suportes, vindos da própria cidade e considerados ‘entulho’: azulejos quebrados, blocos de concreto, pás de pedreiro, apresentam-se como objetos tão invisíveis quanto as figuras sobre eles retratadas.

“São criaturas que certamente vemos, mas que também ignoramos ao mesmo tempo. Na era da internet, das relações virtuais, na superação do período pós-Covid-19, são uma parábola sobre estar e não estar vivos. De um primeiro olhar, pode-se pensar nas pessoas que também hoje vagam pelas cidades, a busca de proteção, de calor, de afeto.” Nilo de Almeida, curador da exposição.

Ricardo Sanchez ao utilizar suportes alternativos e únicos para transferir suas imagens, questiona a reprodutibilidade infinita da fotografia, transformando cada conjunto imagem/suporte em uma obra única, impossíveis de serem replicadas.

Sobre James Rowland

James Rowland, nasceu na Austrália, mudou-se para a Escócia ainda criança e, atualmente, mora em Paraty, RJ. É formado em Geofísica pela Universidade de Edimburgo, Reino Unido, com um curso de designer-maker em marcenaria, pela escola britânica Waters & Acland.

Galeria 18
James Rowland

Sua relação com arte inicia-se no momento que, com vontade de criar e moldar, explora a criação ‘sem finalidade’, deixando-se ser guiado pela madeira bruta, onde encontra liberdade na busca por formas sem a finalidade da movelaria com a qual trabalhava.

James retrata em suas obras a sua percepção sobre os rastros da ação do tempo na natureza e a ancestralidade da relação humana com ela, em outras palavras, como a nossa relação com ela mudou ao longo do tempo. Esses dois pontos focais de sua pesquisa têm origem em sua infância na Escócia, impactado pelas estações demarcadas do bioma e pelo mistério dos círculos de pedras neolíticas do país.

Galeria 18
Obra de James Rowland

A relação de tempo e ciclos naturais aparece nas formas biomórficas esculpidas na madeira, buscando transmitir a beleza natural dessas passagens, como cicatrizes cavadas na paisagem, através de textura e de relevos, buscando capturar nelas a imagem das fissuras naturais e vazios, em uma ode à máxima de que “nada resiste à passagem do tempo”.

Outro tema recorrente em seu trabalho, é a influência da nossa relação com a natureza sobre nossas crenças e folclores, advindos de um tempo em que essa interação era muito mais abundante do que é hoje, uma escassez que nos molda e leva ao nosso estágio atual.

A escolha da madeira utilizada no trabalho é intuitiva e varia de obra à obra, desde um planejamento específico que, para o artista, demanda certa cor e textura, ou do impulso de criar algo com restos, buscando entre os metais e a cor de cada tipo de madeira uma maneira de realçar sua beleza e forma.

Impactado na adolescência pelas curvas e formas orgânicas inspiradas na natureza de Antoni Gaudí, James Rowland traz um repertório escultórico e arquitetônico de referências, buscando a relação pura entre natureza e arte de Andy Goldsworthy, e a presença impossível de ignorar de Anish Kapoor.

James Rowland já participou de exposições individuais e coletivas, além de prêmios e indicações à premiações com suas obras.

Sobre Ricardo Sanchez

Ricardo Sanchez, 1974, natural de Araguari, Minas Gerais, mora e trabalha em São Bernardo do Campo, ABC paulista, é formado em Publicidade e atualmente é representado pela Galeria 18.

Sobrinho de um fotógrafo e de um artista plástico, cresceu admirando pinturas, desenhos, livros de arte, enormes caixas de lápis de cor e equipamentos fotográficos.

Galeria 18
Ricardo Sanchez

Crescendo nos anos 80, muito da contra-cultura da época fez parte de seu cotidiano, assim como a música, especialmente o rock e o skate. Já nos anos 90, expressa sua arte através da discotecagem, que o acompanhou por mais de 10 anos.

Galeria 18
Obra de Ricardo Sanchez

A fotografia surge nessa fase, para registar as festas que tocava, utilizando o que aprendeu nas aulas de fotografia da faculdade. Torna-se então sua nova paixão, que o leva a frequentar diversos cursos, exposições e festivais para se aprimorar sobre o tema.

Já em 2012, ganha seu primeiro prêmio em um concurso promovido pela Nikon. Em 2016, através do laboratório de artes visuais da Oma, surge a pesquisa por suportes alternativos, característica marcante da sua produção atual.

Utilizando principalmente suportes, pesados, rústicos e brutos, feitos de metal, concreto, pedraria, e até ferramentas, busca gerar um diálogo entre as imagens neles transferidas e o próprio suporte, transformando-os em protagonistas. Este conjunto faz com que a fotografia passe do seu estado de mídia infinitamente reproduzível a uma obra única, impossível de ser replicada.

Sobre a Galeria 18

A Galeria 18 nasceu para compartilhar arte num vívido espaço de convivência com o intuito de convidar as pessoas a fazerem parte dessa jornada.

Está situada na Rua Simpatia esquina com a Rua Harmonia, na Vila Madalena, São Paulo, em um prédio muito charmoso com paredes cinzas e janelas amplas, quebrando a imagem tradicional das paredes brancas.

Com uma seleção de artistas com vertentes diferentes possibilita ao público uma visão que arte deve provocar sentimentos plurais.

Apresenta arte contemporânea em vários suportes, com artistas renomados e em ascensão, para quem acredita que a arte é uma forma de expressão com trocas de experiências.

Serviço

Exposições s individuais “Voar com a alma”, de Ricardo Sanchez, e “A natureza do tempo”, de James Rowland.
Local: Rua Simpatia 23, Vila Madalena – São Paulo/SP
Vernissage: 15/05/2024, 19h00 – 22h00
Período: 16/05 a 15/06 de 2024
Visitação: Terça a Sexta | 11h às 20h.
Sábado | 10h às 18h
ENTRADA GRATUITA
APOIO: Lillet

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