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MAM – SP anuncia programação para julho

A interação com o lúdico através do videogame, contação de histórias e danças populares são alguns dos temas das atividades do educativo.

Por Equipe Editorial - junho 23, 2021
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Durante julho, o Museu de Arte Moderna de São Paulo oferece uma programação diversificada de encontros e cursos virtuais, promovida pelo Educativo. As atividades são voltadas para o público interessado em cultura, arte, dança, história, videogames e poesia.

O MAM Educativo segue explorando e descobrindo junto com o público o Mundo do MAM no Minecraft. Neste mês, haverá uma visita ao museu pela plataforma Minecraft: Education Edition, para a descoberta de obras em exposição virtual e realização de experiências poéticas que elas inspiram. Também é oferecido o curso ‘Videogames! Arte e interação no mundo de hoje’ com Francisco Tupy, game designer responsável pela construção do MAM no Minecraft.

A contação de histórias com o grupo Os Tapetes Contadores de Histórias ganha espaço na programação do mês, com duas narrações para toda a família e uma aula-espetáculo para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas.

O público poderá ainda conhecer sobre a história do Funk e sua cultura em uma oficina prática de dança, aprendendo sobre os estilos do passinho e suas vertentes com Vitinho do Passinho, do centro cultural Lá da Favelinha, como participar de uma criação artística coletiva em dois encontros com Carú de Paula, como exercício de formulação de novas formas de futuro e promoção de saúde.

A programação também oferece os cursos ‘História das artes aplicadas’ com Felipe Martinez, ‘Moda, arte e filosofia: diálogos contemporâneos’ com Brunno Almeida Maia e ‘Poética da Terra – ateliê virtual: produção dos pigmentos naturais’ com Denise Valarini.

Os cursos são ao vivo por meio de plataforma de videoconferência, com aulas gravadas disponibilizadas por tempo determinado. Para conferir os planos de aula completos de cada curso, acesse mam.org.br/cursos/ .

Como investigar uma obra, encontro virtual com Uila Uilton | foto Karina Bacci
Como investigar uma obra, encontro virtual com Uila Uilton | foto Karina Bacci

Confira a programação completa educativa:

1 de julho, quinta-feira, às 16h
Semana Nacional do Meio Ambiente
Contatos com a arte + arte e ecologia
Oficina de criação de figurino com integrantes do Espetáculo da Terra e Denise Milan
Exibição no YouTube do MAM, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas.
Com intérpretes de Libras.

Inscrição para receber o link de acesso à transmissão

Através da narrativa inspirada na estrutura das pedras, surgem os entes da natureza, personagens que caracterizam os estágios do mineral e que tornaram possível fazer a analogia da constituição da pedra com a trajetória da humanidade. Esses personagens da natureza estão conectados com uma consciência alinhada ao meio ambiente. O ‘Espetáculo Terra’ teve na criação de seus figurinos, da escolha dos materiais à sua confecção, uma síntese arte-ecológica tanto em relação aos conceitos envolvidos quanto pela prática do reaproveitamento e do reuso de materiais.

Espetáculo da Terra é um projeto de arte-educação desenvolvido pela artista plástica Denise Milan, que estabelece uma possibilidade de diálogo, a partir da metáfora da pedra como transformação humana. Permite ser uma resposta possível aos conflitos contemporâneos, como a questão do meio ambiente.

Denise Milan, artista brasileira contemporânea de renome internacional, nasceu em São Paulo em 1954. Atua em diferentes mídias, trabalha com especialistas em ciência e tecnologia, antropologia, filosofia, literatura e música. Usando a pedra como eixo criativo, seu trabalho abrange esculturas, arte pública, performance urbana, artes cênicas, ópera, poesia, impressão, videoarte e arte multimídia. Fez exposições e instalações em diferentes locais e em museus de vários continentes.


2 de julho, sexta-feira, às 16h
Semana Nacional do Meio ambiente
Contatos com a arte + arte e ecologia
Rendar para guardar, encontro virtual com as Rendeiras da Aldeia
Encontro virtual no Zoom, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), mães e filhas(os). Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

Este encontro virtual, com o grupo de mães artesãs da Oca Escola Cultural, as “Rendeiras da Aldeia”, propõe trazer referências sobre a técnica da Renda Renascença e o processo de criação e produção das peças que integram: o fazer coletivo, o tingimento vegetal, a valorização da identidade local e conceito de moda sustentável. O encontro também irá contar sobre o diálogo das rendeiras com a Oca no compromisso de partilhar este conhecimento com crianças, adolescentes e outras mulheres da comunidade.

OCA – Escola Cultural, localizada em um patrimônio histórico, a Aldeia Jesuítica de 1580, foi criada em 1996 por um grupo de profissionais em busca de uma formação brasileira de crianças e jovens. Para tanto, desenvolve atividades com as crianças da Aldeia de Carapicuíba através de um repertório gestual, plástico, musical e literário da cultura brasileira, com objetivo de garantir às crianças e aos adolescentes da comunidade o direito ao desenvolvimento integral por meio da arte e da cultura brasileira como práticas que legitimem a consciência de si, do outro e da comunidade, valorizando a riqueza cultural desse lugar, habitado predominantemente por migrantes.


6 de julho, terça-feira, às 16h
Programa de Visitação
Visita virtual ao mundo do MAM no Minecraft: descobrindo experiências poéticas
Visita virtual no Zoom, aberta ao público. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

O MAM inaugurou uma nova exposição que só existe dentro da plataforma Minecraft: Educational Edition. Nesta visita virtual conheceremos obras do acervo do MAM e com elas realizaremos diferentes experiências poéticas, propostas de criação artística e vivência lúdica. A visita será mediada via aplicativo de teleconferência Zoom Meetings e não será necessário possuir nenhuma versão do jogo para acompanhá-la, porém, separe alguns materiais para construir as experiências poéticas.

Materiais:
Lápis
• Folhas quadriculadas ou papéis diversos
• Régua
• Lápis de cor, canetinhas ou giz de cera
• Tinta de carimbo ou tintas diversas

Obras que irão inspirar as experiências poéticas:
• Sectiones Mundi, Denise Milan e Ary Perez
• Composição, Luiz Sacilotto
• Desenho 3, Amilcar de castro


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7 de julho, quarta-feira
Programa de Visitação
Post de experiência poética
Vídeo: Estampas padronizadas no MAM no Minecraft
Instagram e YouTube do MAM

Neste vídeo de experiência poética, convidamos você para entrar no mundo feito de cubos do MAM no Minecraft e criar sua própria estampa inspirada na obra Fine Arts de Mônica Nador e Renato Imbroisi. Os dois artistas trabalham com padrões de estampas e tecidos e se assemelham em suas produções, pois pensam em como inserir comunidades no artesanato, consequentemente, no mercado da arte, e por fim como gerar renda para essas comunidades. Na obra Fine Arts, é possível observar uma estampa que ao ser repetitiva lembra um tabuleiro de xadrez. Algo aparentemente “simples” recebe o nome de Fine Arts (artes finas), criando uma brincadeira de linguagem, afirmando a natureza nobre da estamparia. Com esta experiência, criaremos a nossa própria estampa no Minecraft. O passo a passo será revelado no vídeo a ser publicado.


Para conhecer a obra Fine Arts, de Mônica Nador e Renato Imbroisi, confira no site do MAM.


8 de julho, quinta-feira, às 16h
Programa de Visitação
Experiência poética: Como seria desenhar um sentimento, um sentido, um gosto, um cheiro ou um olhar? Oficina virtual
Atividade virtual no Zoom, aberta ao público. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

Nesta oficina virtual da experiência poética Como seria desenhar um sentimento, um sentido, um gosto, um cheiro ou um olhar?, iremos traçar a impressão que as coisas nos causam e nos dão, sem desenhá-las de maneira figurativa. Este é um exercício para a abstração: Qual é a forma do azedo ou a cor da saudade? A chuva cai redonda ou reta? E o vento, cabe numa linha certa? Será que conseguimos desenhar sem formas, apenas utilizando cores ou gestos? Propomos aqui um desenho do sentir! Inspiradas pela artista, professora e ateliêrista Anna Marie Holm, autora dos livros Pensar e Fazer Arte e Baby Art, publicados com o MAM São Paulo, vamos treinar a poesia de dizer o mundo.

Materiais:
• Papel para desenho (o que tiver em casa
• Lápis, giz, canetinha (o que tiver também)


9 de julho, sexta-feira, às 16h
Família mam
Oficina de música e movimento para bebês, com Sandra Bitar
Oficina virtual no Zoom, para bebês de 0 a 24 meses, acompanhadas(os) de suas(eus) responsáveis. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

Esta oficina virtual é um convite à interação entre mães, pais e bebês através da música, da voz, do corpo e do brincar. A partir de diferentes fontes sonoras, tecidos, movimentos e cantos da cultura popular e da infância, a proposta é oferecer um ambiente de escuta e de troca, fortalecendo o vínculo e o contato nos diversos momentos do dia a dia.

Sandra Bitar trabalha há mais de 10 anos com música e movimento para bebês, cantos e danças da cultura popular, arte e educação com crianças, jovens e adultos. Formada em Eutonia, realiza também workshops em festivais, unindo o corpo ao prazer de cantar. Em Ilhabela, criou o grupo musical ‘Sementeira’, ao lado de Gih Maldonado e outros artistas.


13 de julho, quinta-feira, às 16h
Domingo mam
A cultura do Funk: oficina virtual com Vitinho do Passinho, integrante do Lá da Favelinha
Oficina virtual no Zoom, livre. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

Além de aprender a dançar o passinho de Funk nesta oficina prática, as/os participantes poderão conhecer um pouco da história e dos estilos do passinho e suas vertentes dentro do Funk. Neste encontro, o Funk se apresenta enquanto potência, uma vez que, ao pensarmos em arte brasileira a partir da cultura popular, da diversidade de linguagens, estilos artísticos e grupos étnicos, a dança mostra-se não só como possibilidade de compartilhamento de espaços, mas também como motor de resistência e vida para muitas pessoas.

Vitinho do Passinho é estudante de Educação Física na PUC Minas, dançarino, coreógrafo e instrutor. Se destaca no cenário das danças urbanas onde é referência na modalidade de Passinho Foda, ministra oficinas e workshops e realiza apresentações. Vitinho é instrutor de dança no estilo funk do Grupo Identidade, dançarino e coreógrafo do grupo Favelinha Dance e fundador dos grupos Lendários do Passinho, Funk Dancing e New Black Dancers. Também ministrou workshop de passinho e realizou performances na França e na Inglaterra.

Lá da Favelinha
Centro Cultural independente e sem fins lucrativos que surgiu em 2015. Fundada e coordenada pelo artista Kdu dos Anjos, é uma organização artístico-cultural localizada na vila Novo São Lucas, no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte.

Favelinha Dance
Fundado em 2018, o Favelinha Dance é um grupo de dança que promove estudos relacionados ao funk com a missão de difundir e empreender as danças dentro da cultura do funk. O grupo busca não apenas promover o entretenimento, mas principalmente se engajar em lutas sociopolíticas, a fim de combater a desigualdade social e as violências urbanas e incentivar o protagonismo negro e juvenil e a ocupação de espaços não ocupados pela periferia.


15 e 22 de julho, quinta-feira, às 16h
Domingo mam
Jornal da exystêncya: o sonho como dispositivo de promoção de saúde, com Carú de Paula
Encontro virtual no Zoom, livre. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscricão

Em dois encontros virtuais de criação artística coletiva, Carú de Paula explora a potência de corpos vivos e suas multiplicidades, onde parte de exercícios do sonho, da imaginação e da anunciação de desejos para formular novas formas de futuro e promoção de saúde. A proposta é um convite coletivo para pensarmos o que significa saúde e saúde mental, para além do conceito empregado na ciência tradicional. O primeiro encontro, no dia 15/07, será direcionado ao diálogo e acolhimento para que, no segundo encontro, no dia 22/07, seja posto em prática o Jornal da exystêncya, um dispositivo de memória e registro coletivo, onde os tempos se encontram com novas possibilidades.

Carú de Paula é uma ação potente que atravessa experimentações transmasculinas. Poeta, arteiro, psicólogo e uma corpa dessa terra, e não outra, senão nessa, na qual pisa uma corpa afoita por afetos e ações de vida éticas, e sobretudo anticoloniais. Atualmente é mestrando em psicologia clínica pela PUC de São Paulo, compõe a organização do Slam Marginália e coordena o projeto Acolhe LGBT+ na organização internacional LGBT AllOut.


16 de julho, sexta-feira, às 16h
Família mam
Bordado em Talagarça: oficina virtual com Amanda Falcão
Oficina virtual no Zoom, para crianças a partir de 4 anos, acompanhadas de seus responsáveis. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

Você conhece o bordado em talagarça? A técnica é bastante utilizada para a confecção de tapeçarias e artes têxteis. A talagarça possui tramas bem abertas possibilitando o preenchimento delas com lãs e linhas diversas, fazendo uso dos pontos do bordado tradicional. Nesta oficina virtual trabalharemos com alguns pontos simples. Não é necessário conhecimento prévio para a participação.

Materiais:
• Talagarça (aproximadamente 30cm x 30cm)
• Agulha para tapeçaria n° 14
• Lãs e linhas diversas
• Lápis, giz de lousa ou giz de cera
• Folhas para rascunho

Amanda Harumi Falcão é artista visual e arte educadora, formada em bacharelado em Artes Visuais e licenciando Artes no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Já atuou em educativos de instituições culturais com exposições temporárias, e atualmente faz parte do educativo do MAM São Paulo. Em suas pesquisas, busca costurar a relação entre memória e o fazer artesanal, como também investigar os processos sutis e interdisciplinares na mediação cultural e arte educação.


20 de julho, terça-feira, às 16h
Contatos com a arte
Narrativas em arte têxtil, aula-espetáculo virtual com Warley Goulart do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias
Encontro virtual no Zoom, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

Aula-espetáculo virtual dirigida a educadoras(es), arte-educadoras(es) e artistas interessados nos conteúdos referentes a arte de contar histórias, recursos disponíveis para tal, finalidades e procedimentos. A proposta deste encontro é compartilhar a pesquisa teórica que o grupo Os Tapetes Contadores de Histórias vem se debruçando sobre a relação entre as narrativas orais e as manifestações têxteis em todo mundo, com enfoque especial na tapeçaria. Neste momento, o grupo também compartilha experiências pessoais na costura de cenários para se contar histórias e em projetos sociais que coordenou com coletivos em todo o Brasil. Com duração de 120 minutos, o encontro é entremeado por considerações históricas e geográficas, mostra de objetos do acervo particular do grupo e discussões sobre os diálogos entre literatura e tecelagem, oralidade e cultura escrita, infância e visualidades.

Os Tapetes Contadores de Histórias é um Grupo de contadores de histórias que há 23 anos costura tapetes e outros cenários de tecido para narrar contos populares e autorais de origens diversas. Coordenado por Warley Goulart, o grupo produz apresentações artísticas, oficinas de formação e exposições interativas de seu acervo a fim de despertar o gosto do público pelas artes e pela leitura. Referência internacional na pesquisa entre oralidade e artes visuais, intersecções entre texto e têxtil, e manifestações plásticas que os povos criam como cenários para suas narrativas orais, o grupo já se apresentou no Brasil e em outros 11 países. São eles, os tapetes contadores: Cadu Cinelli, Edison Mego, Rosana Reátegui e Warley Goulart.


23 de julho, sexta-feira, às 16h
Família mam
Viajando com Os Tapetes Contadores de Histórias: contação de história virtual
Atividade virtual no Zoom, para toda a família. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

Os ‘Tapetes Contadores de Histórias’ convidam pais e filhos para uma viagem pelo mundo através das narrativas orais. Para tal, eles costuraram belos tapetes que servem de cenário para três contos tradicionais da Austrália, Peru e Moçambique.


27 de julho, terça-feira, às 16h
Contatos com a arte
Como investigar uma obra, encontro virtual com Uila
Atividade virtual no Zoom, para toda a família. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

A partir da proposta de leitura de obra de arte e tendo como ponto de partida a arte educação enquanto campo de conhecimento e pesquisa, neste encontro virtual vamos dialogar com obras, investigá-las e entender seus discursos artísticos e políticos, criando diálogos entre artistas, curadoria e educativo. A partir desses critérios, pretende-se refletir sobre educativos de instituições culturais enquanto área profissional, transformando-os, também, enquanto pontos de reflexão, análise e discussão das produções de seus espaços de atuação.

Materiais:
• Papel (o que tiver disponível)
• Caneta ou lápis (o que tiver disponível)

Uila (Uilton Garcia Cardoso Júnior) é bacharel em História da Arte pela Universidade Federal de São Paulo. Trabalha com mediação cultural e pesquisa a adequação da raça na história brasileira. Participou do Experiências Negras no Instituto Tomie Ohtake (2019), do Diversas: encontro sobre ação educativa e diversidades (2018-19) no SESC, SENAC e NÚCLEO LUZ e da Residência de Pesquisa em Arte Contemporânea na Uberbau_House (2020). Já trabalhou como educador em museus e instituições culturais e atualmente integra o Acervo Bajubá e o LGBTT.me, onde investiga as relações raciais na história LGBT paulistana e dirige visitas urbanas no centro de São Paulo em locais relacionados à esta história.


29 de julho, quinta-feira, às 10h30
Contatos com a arte
Projeto Parede Campo Fraturado SOS, com a artista Ana Maria Tavares
Encontro virtual no Zoom, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição


Ana Maria Tavares, artista com obras no acervo do MAM e Jardim de Esculturas, encontra-se virtualmente com o MAM Educativo para falar de sua obra recém-inaugurada no museu pelo Projeto Parede. Campo Fraturado SOS tem como inspiração a série Airshaft (para Piranesi), trabalho desenvolvido pela artista desde 2008, composto por imagens digitais, vídeo e videoinstalação, no qual ela estabelece diálogo com a obra Carceri d’Invenzione (séc. XVIII), do arquiteto e gravurista italiano Giovanni Battista Piranesi. Somada às experiências de mediação dessa obra com o público, Ana conversa e reflete com as(os) educadoras(es) do museu sobre as inúmeras possibilidades que seu trabalho gera de relação com os visitantes, sobre um olhar para um futuro (distópico) por meio de uma arqueologia virtual e as reverberações políticas, éticas e estéticas do corredor do MAM e o seu Projeto Parede.

Ana Maria Tavares (Belo Horizonte, 1958) vive e trabalha em São Paulo. Graduada em Artes Visuais pela FAAP (São Paulo, 1982), é mestre pela School of the Art Institute of Chicago (1986) e doutora pela Universidade de São Paulo (2000). Em 2001, ganhou a bolsa da Guggenheim Foundation (Nova York, EUA) e em 2005 foi convidada pela Rijksakademie de Amsterdã, como em 2007, pelo Programa de Residência da Universidade Nacional de Bogotá (Colômbia) como residente e artista palestrante. Neste mesmo ano foi nomeada para a Ida Ely Rubin Artist-in-Residence pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology (EUA), onde orientou alunos de mestrado, realizou pesquisa e palestras sobre seu trabalho. Em 2013, recebeu o prêmio Lynette S. Autrey Visiting Scholars pelo Humanities Research Center da Rice University (Houston, EUA), para desenvolver a pesquisa Natura In-Vitro: Interrogando a Modernidade e atuar como professora visitante. Em 2016, recebeu da APCA – Associação Paulista de Críticos o prêmio de Melhor Retrospectiva com a exposição No Lugar Mesmo: uma Antologia da obra de Ana Maria Tavares na Pinacoteca do Estado em São Paulo. Desde 1982, Tavares dedica-se a atividades didáticas em nível superior atuando em inúmeras escolas de arte e programas de orientação de artistas em São Paulo. Entre 1993 e 2017 foi docente e orientadora na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde atualmente colabora no Programa de Pós Graduação


30 de julho, sexta-feira,às 16h
Família mam
Costurando poesia: contação de histórias virtual com Os Tapetes Contadores de Histórias
Atividade virtual no Zoom, para toda a família. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail [email protected] com até 48hs de antecedência.

Link de inscrição

Por meio de seus belos cenários costurados, ‘Os Tapetes Contadores de Histórias’ convidam pais e filhos a mergulharem na poesia de importantes escritores brasileiros.

Cursos

História das artes aplicadas com Felipe Martinez

O curso propõe um percurso pela história da arte a partir da diferença entre as belas-artes e as artes aplicadas, mostrando como essa distinção varia historicamente e está ligada à posição dos artistas na divisão social do trabalho. O percurso começa com uma reflexão sobre o mercado de arte ao longo da tradição ocidental, especialmente nos períodos renascentista e barroco. O próximo passo é tratar do trabalho artístico no mundo capitalista, e discutir modalidades artísticas como o design, as artes gráficas, o mobiliário, entre outros.

Quando: 5 a 26 de julho de 2021 | segundas-feiras, das 19h às 21h
Duração: 4 encontros
Público: artistas plásticos, atelieristas, professores e interessados em geral
Investimento: R$ 320,00 em até 4 parcelas


Felipe Martinez é doutor em história da arte pela Unicamp. Defendeu mestrado sobre as obras de Van Gogh no acervo do MASP, onde também trabalhou como pesquisador. Atua como professor nos principais museus espaços culturais de São Paulo, como o MAM, o MASP e a Casa do Saber. É professor convidado do curso de Museologia e Formação Cultural da PUC de São Paulo e foi pesquisador associado do Nederlands Instituut voor Kunstgeschiedenis, na Holanda.


Moda, arte e filosofia: diálogos contemporâneos com Brunno Almeida Maia

O que a coleção de Inverno 2007 da Balenciaga por Nicolas Ghesquière, tem a ver com a revolução política? Qual o diálogo entre o pensador alemão Walter Benjamin, e a coleção Mondrian de 1965 de Yves Saint Laurent? A partir dessas e outras inquietações, o curso parte dos escritos do filósofo, ensaísta e crítico alemão Walter Benjamin sobre a Moda e as roupas no contexto do capitalismo cultural do século XIX, propondo uma leitura do momento atual, a partir da relação entre a Moda e a Filosofia.

Quando: 6 de julho a 10 de agosto 2021 | Terças-feiras, das 19h às 21h
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 480,00 em até 4 parcelas


Brunno Almeida Maia é professor convidado da Escola de Comunicação e Arte (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), do SENAC Lapa, da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) e do Centro Universitário Belas Artes. Já ministrou aulas sobre a relação entre a literatura e a moda em espaços como Fundação Ema Klabin, Adelina Instituto Cultural, entre outros. Também assina capítulo sobre a relação entre a literatura e a moda no romance Lucíola (1862) de José de Alencar no livro “Moda Vestimenta Corpo” (Editora Estação das Letras e Cores, 2015). Foi facilitador pedagógico do módulo Formação em cidadania e direitos humanos do programa “Transcidadania” iniciativa da Prefeitura Municipal de São Paulo, com a CADS (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual) e Centro de Cidadania LGBT SP. Atualmente trabalha em seu próximo livro de gênero ensaístico “Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo” (Editora Cosmos)


Videogames! Arte e interação no mundo de hoje com Francisco Tupy

As aulas apresentarão informações sinérgicas de áreas como: artes, games e história. De maneira a criar repertório sobre cada temática independente de sua relação com os games. O objetivo é promover uma reflexão sobre o lúdico no contexto da interação com uma tela, até padrões estéticos, passando por relações humanas.

Quando: 7 a 28 de julho de 2021 | Quartas-feiras, das 19h às 21h
Duração: 4 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 320,00 em até 4 parcelas


Francisco Tupy é professor, palestrante e game designer. Doutor e mestre sobre aplicação de videogames na educação e comunicação pela USP. Formação em pedagogia e inovação pela UCSB da Califórnia e Krishnamurti Foundation of America. Professor embaixador da Vila de Refugiados de Kakuma – Kenya. É responsável pela construção do Mam no Miencraft. Membro fundador do Projeto Mundial SDG Kid´s Avangers. Coordenador Pedagógico do projeto #HistoryBlocks (Unesco e Agência África) presente em 90 países. Bicampeão no evento Mundial “Educator Exchange”: pitching de projeto educativo em 2015 (Seattle) e palestra interativa em 2016 (Hungria).


Poética da Terra – ateliê virtual: produção dos pigmentos naturais com Denise Valarini

Caminhar. Coletar elementos naturais nos jardins, nas cozinhas, nas matas para produzir pigmentos naturais a partir dessas matérias-primas é o objetivo deste curso. Será apresentado aos participantes a extração de pigmentos minerais e vegetais com ênfase na produção de laca natural. Ao final, os participantes poderão criar seus próprios pigmentos minerais e/ou vegetais, tintas e materiais com elementos naturais como bico de pena, pinceis e giz de cera.

Quando: 19, 22, 26 e 29 de julho de 2021 | Segundas e quinta-feiras, das 19h às 21h
Duração: 4 encontros
Público: artistas plásticos, atelieristas, professores e interessados em geral
Investimento: R$ 320,00 em até 4 parcelas

Denise Valarini Leporino é licenciada em Artes Visuais com ênfase em Design pela Puc- Campinas e mestra pelo Instituto de Artes da Unicamp. Atua como docente na Faculdade Unimetrocamp, no Curso de Pedagogia. É fundadora do Projeto Poética do Habitar, investigando a extração de pigmentos e produção de materiais naturais em conexão com a natureza. Atuou como Docente na Universidade do Vale do São Francisco ministrando a disciplina de Poéticas Visuais. Coordenou projetos artísticos em Ong’s destinadas às pessoas com deficiência intelectual. Investiga metodologias no Ensino de Arte Contemporânea para crianças. Trabalha com formação de Professores e é professora na rede particular de ensino.

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