Qual é a diferença entre mercado primário e secundário de arte?

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Basicamente o mercado de arte é dividido em primário e secundário.

Mercado Primário

Se uma obra de arte sai diretamente do estúdio de um artista, por meio de uma galeria ou de uma feira de arte contemporânea, é provável que ela seja oferecida para venda pela primeira vez. Este é o principal mercado de arte e quando o preço da peça é estabelecido pela primeira vez.

Galerias e colecionadores investem e impulsionam o crescimento de um artista no mercado primário. Na maioria dos casos, o artista está vivo e seu trabalho é chamado de arte contemporânea. As galerias vendem diretamente para o artista e os colecionadores costumam encontrar o artista pessoalmente, através de visitas a estúdios ou pré-exibições antes de comprar.

Quando a demanda do mercado eventualmente aumenta para o trabalho de um artista, o valor da arte aumenta, resultando em preços mais altos no mercado primário.

Quanto maior a demanda, maior o preço. O mercado secundário geralmente vem quando um artista é altamente estabelecido e procurado.

Mercado Secundário

Uma vez que uma peça foi adquirida no mercado primário e está sendo revendida, ela agora faz parte do mercado secundário. Muitas vezes, os preços no mercado secundário são mais estáveis ​​do que os dos artistas emergentes ou em meio de carreira, mas o objetivo dos envolvidos na venda é tentar atingir o preço mais alto possível. Um colecionador comprará a um preço mais alto com a esperança de que ele também possa vender o trabalho, se necessário, possivelmente por mais dinheiro.

Leilão na Christies em Londres

As grandes casas de leilão como a Christie’s e a Sotheby’s raramente fazem negócios no mercado primário, uma vez que são mais focadas em abastecer o mercado secundário.

Os baixos resultados de venda no mercado de arte secundária podem ser prejudiciais para a carreira de um artista e para o valor dos trabalhos futuros.

Ferramentas Online

Com ferramentas online agora disponíveis, os dados de preços são facilmente acessíveis, oferecendo maior transparência no mercado. Por meio de sites como o Artnet, os usuários podem acessar informações de mais de 1.500 leilões com mais de 300.000 artistas para ajudar a determinar o valor do trabalho de um artista.

Quando um artista está em um ponto alto de sua carreira, conforme refletido nesses relatórios de preços on-line, não há melhor momento para vender.

Além de casas de leilão, os revendedores podem ser encontrados operando nos mercados primário e secundário. Como os revendedores têm um relacionamento ja existente com os colecionadores, faz sentido que os colecionadores venham até eles vender suas obras, seja para liberar espaço na parede, trazer uma aparência nova ou maximizar o lucro.

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Estudou cinema na NTFS (UK), Administração na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil nos anos seguintes. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil. Paulo dirigiu 3 galerias de arte e hoje se dedica em ajudar artistas, galeristas e colecionadores a terem um aspecto mais profissional dentro do mercado de arte internacional.

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