Instituto de Arte Contemporânea em Londres problematiza pós colonialismo e feminismo
Duas exposições abriram no ICA em Londres problematizando a situação pós-colonial do Reino Unido em relação à Austrália e questões feministas através de trabalhos performáticos e imersivos. A primeira exposição está no térreo do prédio localizado ao lado do palácio onde mora a Rainha, em Green Park. Helen Johnson, artista australiana, mostra uma série de pinturas em grade formato criando um jogo de revelações.
Signos contemporâneos, modernos e românticos sobrem uns aos outros nas composições da artista. As pinturas mostram uma sobreposição de camadas que é reforçado na sua instalação, um zigue-zague que ocupa toda a sala expositiva. A sensação é de um pequeno labirinto que revela e esconde imagens ao mesmo tempo que nos conta segredos escondidos. Digo segredos porque a artista nos mostra o verso do das pinturas onde lemos listas de plantas que incluem de maconha à salvinia, ou rascunhos de outras pinturas e amassados do tecido das telas.
No primeiro andar do prédio a artista britânica Sonia Boyce reconfigura uma performance realizada no teatro do ICA no final do ano passado numa instalação de vídeo imersiva. A artista ocupa as salas com um papel de parede caleidoscópico que nos faz perder a referencia de espaço. Os vídeos mostram performers e participantes interagindo com objetos escultóricos da artista Barbara Gamper.
Os movimentos e o titulo da exposição “Nos movemos do jeito dela” (“We move in her way” em tradução livre) referenciam modos pelos quais o corpo feminino fora representado na arte. Porém desafiam tais modos de representação com repetições e criações coletivas que quebram o que deveríamos esperar destes modelos.
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