Galeria Karla Osorio abre individual de Robson Marques
A Galeria Karla Osorio inaugura no dia 31 de outubro, em sua filial paulistana, a exposição individual “AQUILO QUE CARREGAMOS”, do artista baiano Robson Marques. Com curadoria de Leandro Wendland, a mostra apresenta pinturas inéditas produzidas após períodos de residência na sede da galeria em Brasília e no Savvy Contemporary, em Berlim — onde esteve com o coletivo Vilanismo na itinerância da 36ª Bienal de São Paulo.
A individual marca a estreia de Marques no circuito expositivo da capital paulista e oficializa sua entrada no portfólio de representação da galeria.
O peso da representação comercial pós-Bienal
A incorporação formal de Robson Marques pela Galeria Karla Osorio reflete uma dinâmica recorrente de consolidação de valor no mercado primário: a conversão de capital simbólico e institucional em tração comercial estruturada.
A passagem do artista pelo circuito da 36ª Bienal de São Paulo, somada à itinerância internacional e à residência no Savvy Contemporary — polo germânico de referência crítica —, acelerou seu processo de legitimação. Para uma galeria com presença em Brasília e São Paulo e trânsito contínuo em feiras internacionais, a assinatura de Marques representa:
- Institucionalização da demanda: A transição de uma circulação em espaços independentes e mostras coletivas (Museu Afro Brasil, IMS) para um modelo de representação exclusiva cria disciplina de precificação, previsibilidade de inventário e gestão de acervo para colecionadores e instituições.
- Inserção de narrativas periféricas em coleções privadas: Ao absorver a poética de Marques — informada pela visualidade periférica, pela pesquisa afrofuturista e pelo suporte em papel kraft —, a galeria atende a um apetite crescente de coleções institucionais e corporativas por linguagens que desafiam suportes tradicionais sem abrir mão de rigor conceitual.
- Expansão em São Paulo: A escolha de inaugurar a individual em solo paulistano, principal praça do mercado de arte do país, funciona como um teste de liquidez e visibilidade direta diante de curadores e consultorias independentes.
Memória, matéria e cotidiano
Sob a ótica curatorial de Leandro Wendland, “AQUILO QUE CARREGAMOS” trata a memória como uma força operante no presente, recusando abordagens puramente documentais ou nostálgicas.
Obras em Destaque
As obras equilibram o íntimo e o coletivo por meio de elementos do cotidiano popular: ritos religiosos, manifestações festivas, futebol de várzea e a convivência nas ruas. Em suas telas, objetos cotidianos, colares e vestimentas atuam como marcadores de identidade que se reconfiguram à medida que circulam socialmente.
Origem e desenvolvimento poético
Nascido em Feira de Santana (BA, 1986) e radicado em São Paulo, Robson Marques traz para sua prática autodidata a vivência de trabalhador migrante e ajudante geral. Sua pintura se apropria do papel kraft marrom como matéria-prima carregada de peso conceitual, remetendo diretamente ao chão batido de sua cidade natal e à terra como registro de ancestralidade viva.
Além de integrar o coletivo Vilanismo, Marques reúne no currículo projetos curatoriais e passagens por mostras coletivas em instituições e espaços independentes, incluindo o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, o Instituto Moreira Salles, o Museu Paranaense (MuPA), a Funarte, a Diáspora Galeria, a Galeria Luiz Maluf e a Galeria 18.
Serviço
- Exposição: AQUILO QUE CARREGAMOS — Robson Marques
- Curadoria: Leandro Wendland
- Realização: Galeria Karla Osorio (Filial São Paulo)
- Abertura: 31 de outubro de 2026, das 11h às 15h
- Período de visitação: Até 07 de dezembro de 2026
- Horários: Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 17h
- Entrada: Gratuita

