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Leilões de arte: dinâmicas e funcionamento

Entenda o funcionamento dos leilões nesse grande universo do mercado de arte.

Por Equipe Editorial - outubro 27, 2020
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O que são leilões de arte? Como funcionam? Quais são as principais casas? O que devo fazer para comprar em um leilão?

Nessa matéria entenderemos essas definições e as dinâmicas do mercado de arte relacionadas aos leilões.

Esse texto faz parte de uma série que criamos chamada: Agentes do Mercado de Arte.


O que são leilões de arte e como funcionam?

Os leilões de arte representam a venda de obras de arte mediadas por um leiloeiro. São planejados com meses de antecedência, tendo uma programação fixa de peças disponíveis que são apresentadas em um catálogo para os colecionadores.

Os principais leilões quase exclusivamente só aceitam trabalhos de artistas com histórico de vendas robusto; além disso, eles tendem a se concentrar fortemente nos que estão na moda. Esses artistas, geralmente, receberam tanta publicidade e reconhecimento ao longo de suas carreiras, que a mera menção de seus nomes em comunicados à imprensa, anúncios e catálogos de leilões já é suficiente para atraírem grandes compradores.

Quando uma casa de leilões (empresa que facilita a compra e venda de ativos, como obras de arte e objetos de coleção) adquire uma peça, o primeiro passo tomado é a realização de uma avaliação, onde os especialistas examinam o trabalho e conduzem suas pesquisas para determinar seu valor (estimate). A partir disso, criam estimativas do preço em que ele pode ser vendido.

Cada obra (lot) é licitada individualmente. Caso ela não tenha lances, ou não se atinja o valor mínimo acordado confidencialmente que o proprietário e a casa de leilões venderiam a obra (reserve price), ela volta para o proprietário (bought-in). Se for vendida, o vencedor do item é responsável pelo preço anunciado pelo leiloeiro (hammer price) e mais algumas taxas/impostos. A casa recebe uma comissão, que é descontada do valor vencedor, e o restante é entregue ao proprietário da obra (consignor). 


Como comprar em um leilão?

Caso você queira comprar algo numa casa de leilão, você precisa tomar algumas precauções:

  1. Analise os catálogos da casa e participe das exposições que acontecem na pré-venda. 
  2. Observe a condição da peça. As obras quase sempre são vendidas “como estão”, mas os detalhes de sua condição raramente são divulgados no catálogo. Não deixe de vê-la pessoalmente ou de pedir um relatório completo sobre qualquer coisa que possa afetar seu valor.
  3. Pesquise o artista da peça, pois seu lugar na história da arte impacta diretamente no valor.

Depois de ter em mente o valor máximo que você pode oferecer, normalmente você precisará se registrar no leilão. Então, no dia, geralmente existem algumas opções de como fazer lances: pessoalmente, online ou por telefone. 

Examine as políticas e protocolos da casa a serem preparados. O leiloeiro apresentará cada lote e iniciará a licitação a um preço inferior à reserva. Se você der o lance vencedor, a casa fornecerá informações sobre como pagar pelo lote e transporte.

Existem diversos leilões, cada qual em seu país com uma dinâmica de funcionamento. Se você quiser se aprofundar nesse tópico em específico, leia a matéria abaixo:

Conheça os diferentes tipos de leilões


5 principais casas de leilão de arte no mundo: (julho 2018 – junho 2019)

  1. Sotheby’s: A Sotheby’s vende apenas produtos de luxo. Inaugurada em Londres (1744), ela se tornou a primeira casa internacional de leilões quando abriu escritórios em Nova York (1955). Hoje, tem uma rede de 80 escritórios em 40 países e apresenta leilões em 10 salas de vendas diferentes, incluindo Nova York, Londres, Hong Kong e Paris.
  2. Christie’s: fundada em 1766 pelo leiloeiro escocês James Christie e com escritórios em 46 países, hoje a Christie’s realiza 350 leilões por ano em mais de 80 categorias (artes plásticas e decorativas, incluindo fotografia, joias, itens colecionáveis, etc).
  3. Bonham’s: fundada em Londres em 1793, a Bonham’s ganhou reputação a partir do momento em que se tornou rival da Christie’s e da Sotheby’s. A casa é particularmente forte na venda de arte asiática, mas os compradores também encontraram antiguidades, relógios, cerâmica europeia e muito mais. 
  4. Phillips: fundada em 1796 por Harry Phillips, um ex-funcionário sênior de James Christie. Harry vendeu para grandes figuras contemporâneas como Beau Brummel e Napoleão Bonaparte. Hoje, a Phillips é especialista na venda das obras de arte contemporâneas mais importantes do mundo (Damien Hirst e Joseph Beuys, por exemplo).
  5. China Guardian: fundada em 1993, essa casa de leilão se tornou uma das maiores do mundo devido ao crescimento do mercado de produtos de luxo chinês. Ela é especializada na venda de obras de arte (pinturas/quadros) e caligrafia chinesas. 

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