Paul Klee no seu estúdio em Bauhaus (1923). Foto: Felix Klee
A arte representa a suprema capacidade do ser humano em transpor os limites da realidade, enfocar aspectos reveladores da sensibilidade poética existente nos meandros da complexa convivência social, resgatar o fluxo vital das conexões humanas com a natureza na sua ampla gama de confrontos.
O próprio ser reflete toda a problemática existencial com uma carga de expectativas, desilusões, conquistas, questionamentos filosóficos e uma tremenda capacidade de superação, traduzidas pelas sutilezas da linguagem artística.
Paul Klee (1879-1940) artista suíço dos mais representativos do século XX teve um percurso singular, permaneceu independente, apesar de suas incursões no surrealismo, no expressionismo, no cubismo e no construtivismo, mas seu objetivo primordial era avançar na abstração contestando os moldes tradicionais da pintura.
Amava o teatro, da grande ópera ao teatro de fantoches, formando um imaginário repleto de enigmas e símbolos, aliás, em algumas de suas obras surgem personagens circenses como o equilibrista ou o acrobata evidenciando a fragilidade humana frente a complexidade da vida.
Frequentou a Academia de Belas Artes de Munique e aos poucos foi descobrindo a importância de Van Gogh, Cézanne e Ensor, admirava também Robert Delaunay. Nessa cidade participou do grupo expressionista Cavaleiro Azul/ Der Blaue Reiter (1911-1914), juntamente com Wassily Kandinsky, Franz Marc e Auguste Macke e posteriormente do núcleo Die Blaue Vier/ Os Quatro Azuis (1923).
Klee é considerado um dos introdutores do abstracionismo ao lado de Kandinsky entre tantos nomes consagrados que revolucionaram a arte. A mostra é de certa forma uma retrospectiva, o visitante se defrontará com o seu percurso, um desenvolvimento surpreendente, realçando aspectos variados como seu interesse pelo teatro, além de suas análises políticas ou a instigante série de desenhos abordando o tema dos anjos.
A pintura de Paul Klee é calcada em princípios artísticos na qual os elementos gráficos de linha com os planos de cores e o espaço são os que movem a energia mental do artista.
Sua atuação como professor na Bauhaus (Weimar e Dessau), no período de 1917 a 1930, foi marcante desenvolvendo um brilhante trabalho, reconhecido tantos pelos alunos como pelos colegas, várias mentes revolucionárias que oxigenaram o panorama cultural da época.
A sua obra busca sempre a essência das coisas, penetra no âmago para depois fluir na leveza das cores e na intensidade do ritmo das formas, admirador de Bach e Mozart, perpetuou incursões magníficas na pintura, criando um obra admirada por muitos, colecionada por poucos.
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