12 artistas brasileiros contemporâneos que você precisa conhecer

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“As coisas realmente mágicas são as que acontecem bem na frente de você. Muitas vezes você continua procurando beleza, mas já está lá. E se você olhar com um pouco mais de intenção, você vê. “

   – Vik Muniz

Há uma tendência dominante na cena artística contemporânea em expansão no Brasil. De fato, é um lugar muito particular, maduro, com material e inspiração para a experimentação artística – e Muniz e esses onze compatriotas são a prova.

Carlito Carvalhosa

Já estava assim quando eu cheguei (2006)
Já estava assim quando eu cheguei (2006)

Um celebrado artista conceitual brasileiro, Carvalhosa usa diversos meios e objetos encontrados para transformar o espaço arquitetônico. Sua peça mais conhecida é provavelmente Sum of Days (2011), uma monumental instalação específica de material translúcido branco e com a gravação do ruído ambiente, que ele instalou no átrio do MoMA.

Saint Clair Cemin

Star (2011)
Star (2011)

Variando do figurativo ao abstrato, do aço Corten ao mármore robusto, as esculturas de Cemin referenciam uma ampla gama de artistas e culturas. Embora tenha nascido no Brasil, o escultor agora vive e trabalha em Brooklyn e Pequim.

Sandra Cinto

Sem Título (2001) | Sem Título (2001)
Sem Título (2001) | Sem Título (2001)

Em seus desenhos intrincadamente detalhados, pinturas e instalações, as obras de Cinto hipnotizam, envolvendo imagens do mar, céu e elementos naturais como metáforas visuais para a Odisséia da vida. (Dê uma olhada em sua transformação do Museu de Arte de Seattle aqui)

Cildo Meireles

Inserções em Circuitos Ideológicos - 2. Projeto Coca-Cola (1971) | Babel (2001)
Inserções em Circuitos Ideológicos – 2. Projeto Coca-Cola (1971) | Babel (2001)

A Meireles cria instalações maciças e imersivas que incentivam a interação, e refletem preocupações políticas. Suas obras extensas incorporam objetos encontrados, como os ossos, moedas e bolachas, ou as garrafas de seu infame Projeto Coca-Cola na coleção Tate.

Beatriz Milhazes

O Ébrio (1986) | Macho e Fêmea (1995)
O Ébrio (1986) | Macho e Fêmea (1995)

Beatriz Milhazes revela a vontade de enfrentar a pintura como fato decorativo, aproximando-se da obra de artistas como Henri Matisse. Interessa-se pela profusão da ornamentação barroca, sobretudo pelo ritmo dos arabescos e pelos motivos ornamentais presentes na obra de Guignard.

Iran do Espírito Santo

Playground (2013) | Fotografia James Ewing
Playground (2013) | Fotografia James Ewing

Santo é conhecido por esculturas nas quais objetos cotidianos – como dados, lâmpadas, latas e espelhos – são abstraídos em formas geométricas simplificadas e minimalistas. Muitas de suas obras estão  incluídas na coleção permanente do MoMA.

Cao Guimarães

Gambiarras 01 (2005) | Gambiarras 12 (2005)
Gambiarras 01 (2005) | Gambiarras 12 (2005)

Guimarães capta de forma evocativa eventos cotidianos e ações silenciosas em ambientes urbanos e rurais em todo o Brasil. Ele é bem conhecido por suas gambiarras – intervenções sutis que ele promove em objetos encontrados e, em seguida, documenta em fotografias poéticas e inquietantes.

Lucia Koch

Cassarece (2203) | Cono Norte (Los Olivos) (2011)
Cassarece (2003) | Cono Norte (Los Olivos) (2011)

Adicionando filtros de luz e materiais translúcidos, alterando clarabóias e fachadas, ou colando imagens de espaços tridimensionais em paredes, Koch centra sua prática na transformação de espaços arquitetônicos. Suas obras são criadas para criar tensão entre interior e exterior, desafiando os limites de espaços particulares.

Ernesto Neto

ObichoSusPensoNaPaisaGen (2012) | Fotografia: Daniel Marenco/Folhapress
ObichoSusPensoNaPaisaGen (2012) | Fotografia: Daniel Marenco/Folhapress

Neto, um dos artistas de instalação mais influentes do Brasil, cria ambientes sensuais de grande escala que evocam experiências corporais, muitas vezes trabalhando com um tecido elástico em cores vibrantes, que ele preenche com materiais aromáticos, orgânicos ou táteis. “O sexo é como uma cobra. Ele desliza através de tudo”, diz ele de seu trabalho.

Tunga

Tacape (1987) | True Rouge (1998)
Tacape (1987) | True Rouge (1998)

José de Barros Carvalho e Mello, também conhecido como Tunga, fabrica instalações específicas que transformam galerias em ambientes oníricos utilizando uma variedade de materiais, incluindo plástico, fios e objetos reutilizados. Sua influência extensa pode ser vista reverberando em toda a arte contemporânea brasileira.

Adriana Varejão

Anjos (1988) | Varal (1993)
Anjos (1988) | Varal (1993)

No fim da década de 1980, Adriana Varejão tinha como parâmetro as igrejas barrocas brasileiras e sua azulejaria. Depois, passa a apropriar-se de imagens da história do Brasil, retomando representações etnográficas de indígenas e negros, para comentar o processo de miscigenação no país e a violência do processo de colonização.

Vik Muniz

The Stone Breakers, depois de Gustave Courbet
The Stone Breakers, depois de Gustave Courbet

Nascido na pobreza de São Paulo e passando a ser o artista mais famoso do Brasil internacionalmente, Muniz reutiliza materiais cotidianos para apropriações intrincadas e em camadas de obras de arte canônicas. Entre suas muitas obras, Muniz recriou Warhol em diamantes, da Vinci na manteiga de amendoim e geléia, e neoclássicas obras-primas de lixo em maior aterro do Brasil.

Quais outros artistas brasileiros você acha que devem estar na lista também? Compartilhe sua opinião deixando um comentário!

Via: Artsy, Enciclopédia Itaú CulturalEscritório de arte.

Veja também: 

3 artistas brasileiros da arte concreta que você precisa conhecer

 

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