Cinema

CINUSP apresenta filmes pornográficos e eróticos autorais para discutir representações do ato sexual

Por Equipe Editorial - fevereiro 26, 2014
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O que é?  Em cartaz de 6 a 28 de março, mostra OBSCENA: O SEXO NO CINEMA reúne produções desde os anos 1970 até hoje, incluindo clássicos polêmicos e lançamentos recentes como Ninfomaníaca Azul É a Cor Mais Quente

Quando? Entre os dias 6 e 28 de março.

Onde? CINUSP Paulo Emílio, Maria Antônia e ECA.

Apesar de o corpo e o sexo serem expostos, comercializados e alvos de exploração imagética constante, o ato sexual ainda é um tema tabu na sociedade e sempre enfrentou diversos tipos de censura ao ser levado às telas de cinema. Mas a decisão de transformar em espetáculo público um ato tão íntimo não é sempre desprovida de intenções que vão além da exploração pornográfica: sua forma de representação pode denotar também, além de uma escolha estética, uma afirmação ideológica capaz de expressar e subverter relações de poder sociais e psicológicas estabelecidas. Essas relações podem estar associadas aos tradicionais sentimentos de afeto e união, mas também aos de frustração, raiva, vingança ou ainda à busca do simples prazer, sem nenhum sentimento envolvido, bem como a associações com criminalidade e política. Partindo dessas reflexões sobre a representação cinematográfica do ato sexual, a mostra OBSCENA: SEXO NO CINEMA, em cartaz nas salas de exibição do CINUSP Paulo Emílio entre os dias 6 e 28 de março,inspira o debate sobre os limites ambíguos entre pornografia, erotismo e sensualidade, colocando em discussão a ideia de obscenidade por meio de uma seleção de dezoito longas-metragens e sete curtas que escancaram o sexo sem pudor nem maquiagem, utilizando-se do tratamento explícito para provocar o espectador, questionar os interditos e problematizar as fronteiras entre arte e pornografia, não tão bem demarcadas quanto as concepções tradicionais poderiam querer.

A complexidade de se traçar limites entre o erotismo e a pornografia se apresenta claramente no contato com as noções de desejo e proibição, de perversão e prazer, com as interdições que emergem no trato do sexo. A linha divisória entre os dois termos é tênue, embora no juízo de valor atribuído ao dito “erótico” e ao “pornográfico” haja clara diferença, distinção que remonta à etimologia das palavras. Enquanto “erotismo” vem de Eros, o Deus do Amor, a palavra “pornografia” nasce da junção das raízes gregas porné (prostitutas) e graphia (escrito), expressão usada para referir-se a relatos escritos sobre a vida e os hábitos das prostitutas. Se o primeiro termo está ligado ao amor e à divindade, o segundo é, em contrapartida, associado à devassidão e à vulgaridade. Essa cisão se mantêm até os dias de hoje, segregando os produtos classificados de acordo com um ou outro termo em alta e baixa cultura. Evitado ou tratado de maneira cosmética por um determinado tipo de cinema, que o vê como obstáculo restritivo, por vias da classificação indicativa, do público em potencial de determinado filme, o sexo encontra um lugar privilegiado, de destaque, incorporado em sua forma mais explícita e realista, nas obras selecionadas para esta mostra.

Motivada pelos lançamentos recentes nos cinemas do Brasil de um número significativo de filmes que se utilizam de cenas de sexo explícito, como Ninfomaníaca, de Lars Von Trier, Azul É a Cor Mais Quente, de Abdellatif Kechiche, Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie, e o recém-lançado filme chileno Jovem Alocada, de Marialy Rivas, esta programação busca reacender o debate sobre o registro do sexo em sua explicitude, colocando em pauta tanto esses filmes contemporâneos quanto representantes da cinematografia erótica e pornográfica de décadas passadas, verdadeiros marcos na abordagem do tema pelo cinema, considerados audaciosos e controversos à época em que foram lançados. Estão presentes na seleção algumas obras cujas cenas de sexo causaram tanta polêmica que chegaram a levá-las a ser banidas ou censuradas em diversos países, como O Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, e O Império dos Sentidos, de Nagisa Oshima. Em ambos os casos, a controvérsia gerada pelos filmes foi tão grande que seus diretores foram processados em seus países de origem.

A mostra também resgata filmes concebidos para o mercado pornográfico, mas que ao longo dos anos adquiriram um novo status, tornando-se autênticos cult movies, como Garganta Profunda e O Diabo na Carne de Miss Jones, ambos de Gerard Damiano, e Atrás da Porta Verde, de Artie e Jim Mitchell. Verdadeiros “clássicos” do cinema pornográfico, também chamados de porn chic ou cult porn, esses filmes pertencem à “Era de Ouro do Pornô”, ocorrida entre o início dos anos 1970 e o início dos 80, quando foram lançados dezenas de filmes pornográficos que atingiram um status mais prestigioso frente à crítica e ao público, levando aos cinemas uma parcela da audiência que sempre rejeitou obras do gênero, incluindo as mulheres.

A programação inclui ainda os autênticos blockbusters do sexo, filmes comerciais mais convencionais que fizeram sucesso entre o final dos anos 1980 e 1990 ao explorar o erotismo, como 9½ Semanas de Amor, de Adrian Lyne, e Instinto Selvagem, de Paulo Verhoeven, além de produções independentes dos anos 1990 e 2000 que se propuseram a testar os limites da exibição do ato sexual e das perversões nas telas, como Crash – Estranhos Prazeres, de David Cronenberg, Ken Park, de Larry Clark, 9 Canções, de Michael Winterbottom, e Shortbus, de John Cameron Mitchell. Como representante do cinema pornográfico atual e de suas múltiplas vertentes, a mostra exibe Five Hot Stories For Her, de Erika Lust, diretora integrante de um movimento europeu que, baseado nos pornôs chic dos anos 1970, busca produzir uma pornografia de qualidade feita por mulheres e para mulheres, por isso também chamada de pornô-feminista.

É interessante notar que, enquanto esses filmes trabalharam o ato sexual na chave do erotismo e da sedução, ou de forma realista, mas ainda na esfera da intimidade e da atração, outros utilizam o sexo com intenções opostas, representando-o de maneira repulsiva, proveniente de abusos físicos e psicológicos nos quais são ressaltados conflitos de gênero e classe. É o caso dos filmes Baixio das Bestas, de Cláudio Assis, que conta a história de uma cidade do interior onde os personagens parecem ser movidos pelo sexo e pela prostituição, e Salò ou os 120 Dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini, diretor já famoso por suas obras com forte apelo erótico, que nesse filme se inspira em um conto de Marquês de Sade para tratar o sexo como metáfora da violência dos regimes fascistas.

Dando continuidade à discussão sobre a pornografia no presente, a mostra apresenta, por fim, uma sessão de curtas-metragens que utilizam cenas de sexo – explícito ou não – com viés experimental e/ou puramente estético, apontando novas formas de se pensar e registrar o sexo. Para discutir essas obras, alguns dos realizadores brasileiros destes curtas comparecem ao CINUSP para um bate-papo com o público no dia 13 de março, quinta-feira, após a sessão das 19 horas: Daniel Augusto, diretor do curta-metragem Porn Karaoke, que intercala o registro da ficção contemporânea com cenas de filmes pornográficos dos anos 1920, Gustavo Vinagre, desafiado a vivenciar e registrar experiências totalmente novas ao fazer um documentário sobre o poeta Glauco Mattoso em Filme Para Poeta Cego, e Juliana Dornelles, que faz uma declaração de amor carnal às cidades de Porto Alegre e São Paulo em Amor Com a Cidade. Outro debate promovido pela mostra acontece no dia 19 de março, após a sessão de O Império dos Sentidos, entre o crítico de cinema Christian Petermann e o doutorando em Literatura e Erotismo Ronnie Cardoso, no qual é colocada em pauta a utilização do sexo explícito em filmes autorais.

Reunindo artistas e teóricos com obras e visões tão diversas sobre o assunto, a mostra OSCENA do CINUSP Paulo Emílio cria uma excelente oportunidade para acalorar a discussão sobre as diversas representações do sexo no cinema contemporâneo, reunindo sem discriminação tanto os filmes que se valem do sexo com pretensões artísticas quanto aqueles que utilizam o sexo apenas como atrativo para o público.

PROGRAMAÇÃO:

 

06/03 | quinta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   O ÚLTIMO TANGO EM PARIS

19h00   KEN PARK

 

07/03 | sexta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   BAIXIO DAS BESTAS

19h00   SHORTBUS

MARIA ANTÔNIA

20h00   9 ½ SEMANAS DE AMOR

 

08/03 | sábado

MARIA ANTÔNIA

18h00   O IMPÉRIO DOS SENTIDOS

20h00   CRASH – ESTRANHOS PRAZERES

 

09/03 | domingo

MARIA ANTÔNIA

18h00   INSTINTO SELVAGEM

20h30   9 CANÇÕES

 

10/03 | segunda

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   CRASH – ESTRANHOS PRAZERES

19h00   GARGANTA PROFUNDA | O DIABO NA CARNE DE MISS JONES

 

11/03 | terça

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   9 ½ SEMANAS DE AMOR

19h00   9 CANÇÕES

 

12/03 | quarta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   KEN PARK

19h00   SALÒ OU OS 120 DIAS DE SODOMA

 

13/03 | quinta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   ATRÁS DA PORTA VERDE

19h00   ALMAS EM CHAMAS | DEU NO JORNAL | SKIN | COMO MELADO LAMBUZA | PORN KARAOKÊ | AMOR COM A CIDADE | FILME PARA POETA CEGO | DEBATE COM OS REALIZADORES DANIEL AUGUSTO, JULIANA DORNELLES, GUSTAVO VINAGRE

 

14/03 | sexta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   INSTINTO SELVAGEM

AUDITÓRIO A – PRÉDIO 4 (CINEMA, RÁDIO E TV) DA ECA/USP

19h00   NINFOMANÍACA

MARIA ANTÔNIA

20h00   GARGANTA PROFUNDA | O DIABO NA CARNE DE MISS JONES

 

15/03 | sábado

MARIA ANTÔNIA

17h30   O ÚLTIMO TANGO EM PARIS

20h00   KEN PARK

 

16/03 | domingo

MARIA ANTÔNIA

18h00   ALMAS EM CHAMAS | DEU NO JORNAL | SKIN | COMO MELADO LAMBUZA | PORN KARAOKÊ | AMOR COM A CIDADE | FILME PARA POETA CEGO

20h00   SHORTBUS

 

17/03 | segunda

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   ALMAS EM CHAMAS | DEU NO JORNAL | SKIN | COMO MELADO LAMBUZA | PORN KARAOKÊ | AMOR COM A CIDADE | FILME PARA POETA CEGO

19h00   BAIXIO DAS BESTAS

 

18/03 | terça

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   FIVE HOT STORIES FOR HER

19h00   INSTINTO SELVAGEM

 

19/03 | quarta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   9 ½ SEMANA DE AMOR

19h00   O IMPÉRIO DOS SENTIDOS | DEBATE COM CHRISTIAN PETERMANN E RONNIE CARDOSO

 

20/03 | quinta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   AZUL É A COR MAIS QUENTE

19h00   JOVEM ALOUCADA

 

21/03 | sexta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   SALÒ OU OS 120 DIAS DE SODOMA

AUDITÓRIO A – PRÉDIO 4 (CINEMA, RÁDIO E TV) DA ECA/USP

19h00   UM ESTRANHO NO LAGO

 

24/03 | segunda

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   SHORTBUS

19h00   FIVE HOT STORIES FOR HER

 

25/03 | terça

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   O ÚLTIMO TANGO EM PARIS

19h00   ATRÁS DA PORTA VERDE

 

26/03 | quarta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   JOVEM ALOUCADA

 

27/03 | quinta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   O IMPÉRIO DOS SENTIDOS

19h00   CRASH – ESTRANHOS PRAZERES

 

28/03 | sexta

CIDADE UNIVERSITÁRIA

16h00   9 CANÇÕES

19h00   AZUL É A COR MAIS QUENTE

FILMES:

 

9 Canções (9 Songs)

Reino Unido, 2004, cor, digital, 71’

direção: Michael Winterbottom

elenco: Margo Stilley, Kieran O’Brien

sinopse: Cientista relembra o curto porém intenso romance que teve com uma estudante americana. A relação dos dois é contada por meio de cenas que retratam exclusivamente nove relações sexuais entre eles e nove shows de rock a que vão juntos, além de alguns trechos de diálogos e refeições. Dentre as bandas retratadas no filme em apresentações ao vivo estão nomes como Primal Scream, The Von Bondies, Black Rebel Motorcycle Club, Franz Ferdinand, Super Furry Animals, e The Dandy Warhols. Essencialmente improvisado, autofinanciado e filmado com equipamento amador de vídeo digital, 9 Canções gerou controvérsia na Inglaterra por conter cenas de sexo explícitas e desprovidas de glamour ou idealizações, incomuns para filmes de ficção não pornográficos.

classificação indicativa: 14 anos

cid. universitária: 11.03 ter 19h00 | 28.03 sex 16h00

maria antônia: 09.03 dom 20h30

 

9½ Semanas de Amor (9½ Weeks)

EUA, 1986, cor, digital, 116’

direção: Adrian Lyne

elenco: Kim Basinger, Mickey Rourke, Margaret Whitton, David Margulies, Karen Young

sinopse: Uma assistente de galeria de arte se envolve com um homem desconhecido. Os dois marcam encontros para colocar em prática diversas fantasias sexuais, mas a relação se complica quando a jovem se mostra gradativamente mais dependente do relacionamento. Baseado na vida da romancista Elyzabeth McNell, o filme fez um estrondoso sucesso em todo o mundo – e particularmente no Brasil, onde permaneceu em cartaz por dois anos e meio – e gerou uma onda de filmes eróticos e de soft porn no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, da qual o próprio diretor Adrian Lyne se aproveitou, lançando obras como Atração Fatal e Proposta Indecente.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 11.03 ter 16h00 | 19.03 qua 16h00

maria antônia: 07.03 sex 20h00

 

Almas em Chamas

Brasil, 2000, cor, digital, 11’

direção: Arnaldo Galvão

sinopse: Bombeiro se envolve em uma relação extra-conjugal com a mulher que resgata de um prédio em chamas. O caso amoroso começa a mostrar perigos quando a mulher, obcecada pelo relacionamento, mostra-se uma incendiária. Curta-metragem de animação vencedor do prêmio de Melhor Roteiro de Curta-metragem e do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Gramado.

classificação indicativa: 16 anos

cid. universitária: 13.03 qui 19h00 | 17.03 seg 16h00

maria antônia: 16.03 dom 18h00

 

Amor Com a Cidade

Brasil, 2012, cor, digital, 11’

direção: Juliana Dornelles

sinopse: Uma mulher anda pela cidade de São Paulo e Porto Alegre fazendo amor com a arquitetura e o espaço urbano. Curta-metragem resultante dos trabalhos de um grupo de pesquisa sobre pós-pornô, chamado Pornô Clown. A pós-pornografia discute a utilização do corpo e do sexo em um contexto diferente daquele da indústria pornográfica convencional, explorando sexo, feminismo e urbanismo como combustíveis para a criação artística.

classificação indicativa: 16 anos

cid. universitária: 13.03 qui 19h00 | 17.03 seg 16h00

maria antônia: 16.03 dom 18h00

 

Atrás da Porta Verde (Behind the Green Door)

EUA, 1972, cor, digital, 72’

direção: Artie Mitchell e Jim Mitchell

elenco: Marilyn Chambers, George S. MacDonald, Johnny Keyes, Lisa Grant, Yank Levine, Dana Fuller

sinopse: Jovem tímida é sequestrada e levada a um estranho club privé onde se submete a todo tipo de práticas sexuais. Cult movie de sexo explícito que é considerado um dos mais bem-sucedidos e celebrados do gênero, além de ter sido o primeiro a levar em conta a audiência feminina. Foi produzido em um momento – o início dos anos 1970 – em que o cinema pornográfico buscava uma estética mais apurada, dando origem a obras que tentavam combinar erotismo e sofisticação, como Garganta Profunda e O Diabo na Carne de Miss Jones. Dentre todos estes, Atrás da Porta Verdeé comumente apontado como o ‘mais artístico’ e chegou a influenciar diretores fora do gênero, como o mestre Stanley Kubrick – que teria buscado neste filme algumas referências para cenas de sua derradeira obra-prima, De Olhos Bem Fechados.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 13.03 qui 16h00 | 25.03 ter 19h00

 

Azul É a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle)

França/Bélgica/Espanha, 2013, cor, 35mm, 179’

direção: Abdellatif Kechiche

elenco: Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, Salim Kechiouche, Aurélien Recoing, Jérémie Laheurte

sinopse: A trajetória de uma estudante parisiense desde o momento em que encontra seu grande amor, uma garota de cabelos azuis, até o início de sua vida adulta, momento em que precisa encontrar seu lugar no mundo. Grande sucesso de público e crítica, o filme gerou controvérsia por conta de suas realistas cenas de sexo lésbico – uma delas com duração de 7 minutos –, particularmente após uma de suas atrizes ter declarado à imprensa que se sentiu explorada em seu trabalho no filme. Baseado na graphic novel Le Bleu Est une Couleur Chaude, de Julie Maroh, o filme conquistou inúmeros prêmios internacionais, incluindo a Palma de Ouro de Melhor Filme e o prêmio de Melhor Atriz – entregue, pela primeira vez, a duas atrizes de um mesmo filme – no Festival de Cannes.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 20.03 qui 16h00 | 28.03 sex 19h00

 

Baixio das Bestas

Brasil, 2006, cor, 35mm, 80’

direção: Cláudio Assis

elenco: Caio Blat, Dira Paes, Matheus Nachtergaele, Fernando Teixeira, Mariah Teixeira

sinopse: Em uma pequena comunidade do interior do nordeste, uma adolescente é explorada pelo seu avô, que a exibe nua para caminhoneiros em troca de dinheiro. Enquanto isso, um jovem vindo de uma família de grande reputação local promove orgias violentas com seus amigos em um prostíbulo. A vida dessas personagens se encontra quando o jovem se apaixona pela adolescente. Denunciando a violência e a exploração da mulher, o filme conta com chocantes cenas de nudez, sexo explícito e estupro – uma abordagem sem meios-tons do sexo, já empregada pelo diretor em seu primeiro longa-metragem, Amarelo Manga, e repetida em seu filme mais recente, A Febre do Rato.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 07.03 sex 16h00 | 17.03 seg 19h00

 

Como Melado Lambuza

Brasil, 2008, cor, digital, 4’

direção: Heverton Lima

sinopse: Vídeo experimental de curta-metragem que se utiliza de imagens e trechos de filmes pornográficos para compor um visual caleidoscópico brincando com o efeito estético que os movimentos do ato sexual podem produzir.

classificação indicativa: 16 anos

cid. universitária: 13.03 qui 19h00 | 17.03 seg 16h00

maria antônia: 16.03 dom 18h00

 

Crash – Estranhos Prazeres (Crash)

Canadá/Reino Unido, 1996, cor, digital, 100’

direção: David Cronenberg

elenco: James Spader, Holly Hunter, Elias Koteas, Rosanna Arquette, Deborah Kara Unger

sinopse: Depois de provocar um acidente de automóvel de graves consequências, do qual o motorista do outro veículo não sobrevive, publicitário se aproxima da viúva de sua vítima e inicia um caso amoroso com ela. O casal, então, descobre sentir excitação em acidentes de carros e planejam situações cada vez mais perigosas para alcançar seu prazer. Baseado no romance homônimo de J.G. Ballard, o filme causou controvérsia por sua abordagem amoral do fetichismo e recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 10.03 seg 16h00 | 27.03 qui 19h00

maria antônia: 08.03 sáb 20h00

 

Deu no Jornal

Brasil, 2005, cor, digital, 3’

direção: Yanko Del Pino

sinopse: Animação de recortes e desenhos sobre papel que retrata as fantasias de um homem solitário ao ler os anúncios de garotas de programa na sessão de classificados do jornal.

classificação indicativa: 14 anos

cid. universitária: 13.03 qui 19h00 | 17.03 seg 16h00

maria antônia: 16.03 dom 18h00

 

O Diabo na Carne de Miss Jones (The Devil in Miss Jones)

EUA, 1973, cor, digital, 67’

direção: Gerard Damiano

elenco: Harry Reems, Georgina Spelvin, John Clemens, Gerard Damiano

sinopse: Uma beata que nunca pecou comete suicídio, mas este único delito grave faz com que ela seja enviada para o inferno após a morte. Sentindo-se injustiçada com a sentença divina, a moça pede para voltar ao mundo para experimentar os pecados da carne que nunca vivenciou, antes de cumprir sua condenação. Do mesmo diretor de Garganta Profunda, o filme se tornou outro marco do cinema pornográfico e um autêntico cult movie, conquistando popularidade similar à daquele primeiro sucesso – inclusive entre as mulheres, público-alvo até então ignorado pelos realizadores do gênero.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 10.03 seg 19h00

maria antônia: 14.03 sex 20h00

 

Um Estranho no Lago (L’Inconnu du Lac)

França, 2013, cor, digital, 100’

direção: Alain Guiraudie

elenco: Pierre Deladonchamps, Christophe Paou, Patrick d’Assumçao

sinopse: Um grupo de homens aproveita o verão para se encontrar num lago deserto, utilizando a floresta que rodeia o local para encontros homossexuais. O clima do local muda quando um dos freqüentadores é encontrado morto com grandes suspeitas de ter sido vítima de um assassinato. Apesar de Um Estranho no Lago já ser recheado de cenas de sexo, o diretor  Allain Guiraudie queria fazer um filme ainda mais explícito, mas foi impedido pelo fato dos dublês de corpo não aceitarem fazer sexo sem camisinha, uma exigência do roteiro que o diretor não quis abrir mão. O filme foi vencedor dos prêmios Queer Palm e Un Certain Regard no Festival de Cannes 2013.

classificação indicativa: 18 anos

ctr-eca/usp: 21.03 sex 19h00

 

Filme Para Poeta Cego

Brasil, 2012, cor, digital, 25’

direção: Gustavo Vinagre

sinopse: Documentário de curta-metragem sobre o poeta paulistano Glauco Mattoso, cego, masoquista, podólatra e gay. De maneira poética, o filme revela a tênue linha entre alta literatura e vulgaridade.

classificação indicativa: 16 anos

cid. universitária: 13.03 qui 19h00 | 17.03 seg 16h00

maria antônia: 16.03 dom 18h00

 

Five Hot Stories For Her

Espanha, 2007, cor, digital, 120’

direção: Erika Lust

elenco: Sonia Baby, Claudia Clair, Nacho Corallini

sinopse: Filme pornográfico que reúne cinco histórias curtas voltadas ao público feminino. Na primeira delas, uma vendedora de sex shop exerce grande poder de atração sobre outras mulheres. Nas demais, uma esposa traída planeja se vingar de seu marido de forma não convencional, um casal busca encontrar o equilíbrio entre a rotina do casamento e suas aventuras sexuais, uma garota puritana percorre um caminho de autoevolução rumo à sua total liberação sexual e um casal gay se encontra para uma última noite de romance. Ocupando uma posição raramente legada às mulheres, a de cineasta exclusivamente dedicada a filmes de sexo explícito, a diretora sueca Erika Lust é pioneira do movimento pornô feminista, iniciado na Europa, postulante de uma pornografia de qualidade que valorize a beleza real, fugindo dos padrões fetichistas da indústria pornô convencional e tendo como público-alvo as mulheres.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 18.03 ter 16h00 | 24.03 seg 19h00

Garganta Profunda (Deep Throat)

EUA, 1972, cor, digital, 61’

direção: Gerard Damiano

elenco: Linda Lovelace, Harry Reems, Dolly Sharp, Bill Harrison

sinopse: Infeliz por nunca ter conseguido atingir o orgasmo em suas relações sexuais, uma jovem consulta um especialista e descobre o motivo de seu infortúnio: misteriosamente, seu clitóris se encontra no fundo de sua garganta. A partir dessa descoberta, a jovem sai em busca de um homem bem dotado que lhe penetre a garganta profundamente, para que ela possa, enfim, alcançar o gozo. Considerado um dos filmes mais rentáveis da história do cinema – tendo custado cerca de 25 mil dólares e faturado mais de 600 milhões –, Garganta Profunda é talvez o mais famoso filme pornográfico de todos os tempos. Primeiro do gênero a ser exibido comercialmente também em salas de cinema do circuito convencional, o filme atingiu grande repercussão popular e provocou verdadeira revolução nos costumes, incorporando-se ao imaginário da cultura popular e mobilizando não apenas os espectadores habituais de obras de sexo explícito, mas também o “público em geral”, pais de família, jovens e mulheres – até então alheios a esse tipo de entretenimento. A repercussão e os bastidores dessa história ainda hoje despertam o interesse do público, como pode ser comprovado pelas inúmeras continuações, imitações e paródias cuja criação ele motivou – além do documentário Inside Deep Throat, de 2005, e do longa-metragem de ficção Lovelace, de 2013, sobre a trajetória da protagonista, que se tornou depois uma fervorosa ativista antipornografia.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 10.03 seg 19h00

maria antônia: 14.03 sex 20h00

 

O Império dos Sentidos (Ai no Korîda)

Japão/França, 1976, cor, digital, 98’

direção: Nagisa Ôshima

elenco: Tatsuya Fuji, Eiko Matsuda, Aoi Nakajima, Yasuko Matsui, Meika Seri

sinopse: Ex-prostituta se envolve amorosamente com o senhorio da propriedade onde é contratada para trabalhar como doméstica. O que começa como uma diversão inconsequente se transforma em uma incessante busca do prazer físico, que os leva a testar seus limites físicos, psicológicos e morais. Inspirado no caso real de um dos mais famosos escândalos do Japão, o filme é considerado um dos maiores marcos do erotismo e do sexo no cinema. Proibido em inúmeros países por anos – e até mesmo décadas – e banido de diversos festivais desde sua primeira exibição, no Festival de Cannes de 1976, gerou controvérsia por onde passou, por conta da sua abordagem explícita do sadomasoquismo. Apesar da polêmica e da censura, tornou-se um dos mais populares filmes com sexo explícito de todos os tempos, transcendendo fronteiras entre o cinema oriental e o ocidental e afastando-se do estigma de obra pornográfica ao ponto de ser considerado o primeiro autêntico filme de arte de sexo.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 19.03 qua 19h00 | 27.03 qui 16h00

maria antônia: 08.03 sáb 18h00

 

Instinto Selvagem (Basic Instinct)

EUA/França, 1992, cor, digital, 128’

direção: Paul Verhoeven

elenco: Michael Douglas, Sharon Stone, George Dzundza, Jeanne Tripplehorn, Denis Arndt

sinopse: Durante a investigação do brutal assassinato de um astro do rock, morto por golpes de picador de gelo durante o ato sexual, detetive casado se envolve amorosamente com a principal suspeita do crime, uma bela e sedutora escritora de romances policiais. Estrondoso sucesso de bilheteria à época de seu lançamento, o filme deu a Sharon Stone o papel mais marcante de sua carreira, transformando-a da noite para o dia em uma superestrela internacional. A notoriedade alcançada por essa produção – em larga medida decorrente da famosa cena do interrogatório na polícia ao qual a protagonista comparece sem roupas de baixo – deu novo fôlego à onda de filmes eróticos inaugurada por 9½ Semanas de Amor, impulsionando o lançamento de inúmeras obras que misturam suspense e sensualidade, como Invasão de Privacidade, também estrelado por Stone, Corpo em Evidência, Jade e A Cor da Noite.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 14.03 sex 16h00 | 18.03 ter 19h00

maria antônia: 09.03 dom 18h00

 

Jovem Aloucada (Joven y Alocada)

Chile, 2012, cor, digital, 96’

direção: Marialy Rivas

elenco: Alicia Rodríguez, Aline Küppenheim, María Gracia Omegna, Felipe Pinto

sinopse: Criada em uma família profundamente religiosa, sob a forte repressão sexual de seus pais evangélicos, uma jovem estudante encontra sua válvula de escape compartilhando em um blog na internet suas aventuras sexuais e seus conflitos internos entre desejo e religião. Criticando o puritanismo e a hipocrisia, o filme aborda de maneira franca os relacionamentos amorosos nos tempos atuais e o sexo na adolescência. Inspirado em um blog real de uma adolescente chilena, conquistou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Sundance de 2012 e de Melhor Filme no Festival de Cinema Independente de Buenos Aires, em 2013.

classificação indicativa: 16 anos

cid. universitária: 20.03 qui 19h00 | 26.03 qua 16h00

 

Ken Park

EUA/Holanda/França, 2002, cor, digital, 92’

direção: Larry Clark e Edward Lachman

elenco: Adam Chubbuck, James Bullard, Stephen Jasso, Tiffany Limos, Amanda Plummer

sinopse: A vida familiar e sexual de um grupo de adolescentes californianos dos subúrbios: um skatista que transa com a mãe de sua namorada, um viciado em masturbação, um tímido agredido pelo pai alcoólatra por conta de sua suposta homossexualidade e uma jovem sexualmente reprimida pelo pai, um cristão fundamentalista. Baseado nos personagens dos contos que o diretor Larry Clark escrevia para jornais da Califórnia, o filme aborda de forma bastante explícita o sexo e as drogas na adolescência – tema central da sempre polêmica obra de Clark, seja em seus escritos, em suas fotos, ou em filmes como Kids e Bully – Juventude Violenta.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 06.03 qui 19h00 | 12.03 qua 16h00

maria antônia: 15.03 sáb 20h00

 

Ninfomaníaca – Vol. 1 (Nymphomaniac – Volume 1)

Dinamarca/Alemanha/França, 2013, cor, digital, 118’

direção: Lars von Trier

elenco: Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgård, Stacy Martin, Shia LaBeouf, Christian Slater, Uma Thurman

sinopse: Homem de meia-idade encontra uma jovem desacordada em um beco e decide abrigá-la em sua casa até que ela se recupere da agressão que sofreu. Após despertar, ela revela ao homem que não se considera uma boa pessoa e começa a contar detalhes de suas aventuras sexuais, desde a infância. Sempre polêmico, o diretor dinamarquês Lars von Trier chamou atenção para o seu filme desde que ele começou a ser filmado, apoiado por uma campanha de marketing que explorou a curiosidade do público em torno de cenas sexualmente explícitas com grandes astros do cinema. Depois de entregar aos produtores uma versão final de mais de cinco horas de duração, o diretor aceitou lançá-lo nos cinemas mundiais em duas parte: nessa primeira, são apresentados os cinco capítulos iniciais – de um total de oito – da saga da protagonista. A história, centrada aqui apenas na infância e adolescência da personagem, deve se completar apenas com o lançamento da segunda parte, prevista para estrear nos cinemas brasileiros no final de março.

classificação indicativa: 18 anos

ctr-eca/usp: 14.03 sex 19h00

 

Porn Karaoke

Brasil, 2011, cor, 35mm, 16’

direção: Daniel Augusto

elenco: Eduardo Climachauska, Giulia Amorim, Julia Abs, Anders Rinaldi

sinopse: Após cada nova experiência sexual, uma jovem mulher vê surgirem em seu corpo, sem explicação, tatuagens que também desaparecem misteriosamente. Curta-metragem selecionado para a mostra competitiva Circuito Off do Festival de Veneza de 2012.

classificação indicativa: 14 anos

cid. universitária: 13.03 qui 19h00 | 17.03 seg 16h00

maria antônia: 16.03 dom 18h00

 

Saló ou Os 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 Giornate di Sodoma)

Itália/França, 1975, cor, 35mm, 116’

direção: Pier Paolo Pasolini

elenco: Paolo Bonacelli, Giorgio Cataldi, Umberto Paolo Quintavalle, Aldo Valletti, Caterina Boratto

sinopse: Na província italiana de Saló, controlada pelos nazistas em 1941, quatro oficiais do regime sequestram dezesseis exemplares perfeitos de adolescentes, homens e mulheres, e os trancafiam em um palácio perto de Marzabotto com a intenção de submetê-los a 120 dias de torturas físicas, psicológicas e sexuais. Já conhecido pelo teor sexual de alguns de seus filmes, como Decameron e As Mil e Uma Noites, Pasolini se inspirou aqui no livro Os 120 Dias de Sodoma, do Marquês de Sade, para realizar essa adaptação cinematográfica que gerou polêmica pelas cenas de sexo envolvendo excrementos, violência e mutilação. Censurado e banido em inúmeros países, o filme chegou a esperar décadas por seu lançamento em determinadas praças. No Brasil, entrou e saiu de cartaz diversas vezes desde o seu lançamento, chegando até mesmo a ser exibido em cinemas exclusivamente dedicados a filmes pornográficos.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 12.03 qua 19h00 | 21.03 sex 16h00

 

Shortbus

EUA, 2006, cor, digital, 101’

direção: John Cameron Mitchell

elenco: Sook-Yin Lee, Paul Dawson, Lindsay Beamish, PJ DeBoy, Peter Stickles

sinopse: Terapeuta de casais que nunca conseguiu atingir o orgasmo é aconselhada por dois de seus pacientes a conhecer um clube underground de Nova York onde arte e sexo se misturam. Livremente inspirado em happenings realizados na cidade no início dos anos 2000, o filme é, nas palavras de seu diretor – conhecido pela peça de teatro e filme Hedwig – uma tentativa de abordar o sexo explícito no cinema de maneira não pornográfica. Criada ao longo de mais de dois anos, a partir de workshops de improvisação com os atores, a trama apresenta muitas cenas de sexo autêntico, não simulado, incluindo tomadas de penetração e ejaculação. Por conta disso, o filme chegou a ser acusado de pornografia em alguns países e teve sua exibição proibida nos cinemas da Coreia do Sul.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 07.03 sex 19h00 | 24.03 seg 16h00

maria antônia: 16.03 dom 20h00

 

Skin (Skin)

Suécia/França, 2009, cor, digital, 12’

direção: Elin Magnusson

sinopse: Dois corpos totalmente cobertos por roupas de nylon cor de pele se acariciam. Conforme a troca de carinhos fica mais íntima, eles cortam suas roupas e se aproximam do corpo do outro. Curta-metragem integrante de um projeto composto por outras 12 obras dirigidas por mulheres a partir de um manifesto que propõe novos registros para a pornografia.

classificação indicativa: 18 anos

cid. universitária: 13.03 qui 19h00 | 17.03 seg 16h00

maria antônia: 16.03 dom 18h00

 

O Último Tango em Paris (Ultimo Tango a Parigi)

França/Itália, 1972, cor, digital, 129’

direção: Bernardo Bertolucci

elenco: Marlon Brando, Maria Schneider, Catherine Allegret, Catherine Breillat, Jean-Pierre Léaud, Massimo Girotti

sinopse: Uma jovem parisiense inicia um romance com um americano de meia-idade e os dois se encontram regularmente em um apartamento inabitado com a condição de que nenhum deles revelará ao outro nenhuma informação pessoal, nem mesmo seus nomes. Grande sucesso de bilheteria em todo o mundo, o filme representou uma volta aos holofotes para o astro Marlon Brando, então em trajetória descendente, e transformou em nomes conhecidos internacionalmente os da atriz Maria Schneider e do saxofonista argentino Gato Barbieri, responsável pela célebre trilha sonora jazzística. Com uma carga de erotismo bastante ousada para o cinema comercial da época e uma das mais famosas cenas de sexo do cinema – aquela em que é insinuada uma sodomia envolvendo uma barra de manteiga –, o filme gerou polêmica e foi alvo de censura em diversos países. Nos Estados Unidos, motivou inúmeros protestos e declarações públicas de repúdio, mas acabou indicado ao Oscar nas categorias Melhor Ator e Melhor Diretor; na Itália, chegou a ter suas cópias em exibição confiscadas e levou Bertolucci a um processo judicial por obscenidade, estreando comercialmente apenas quinze anos depois de seu lançamento original; no Brasil, censurado pelo regime militar, foi liberado, com cortes, apenas em 1979; no Chile, banido pelo regime ditatorial de Augusto Pinochet, passou trinta anos proibido.

classificação indicativa: 14 anos

cid. universitária: 06.03 qui 16h00 | 25.03 ter 16h00

maria antônia: 15.03 sáb 17h30

OBSCENA: SEXO NO CINEMA

de 06 a 28 de março de 2014

CINUSP Paulo Emílio

Cidade Universitária

Rua do Anfiteatro, 181 – Colmeia, Favo 04

Cidade Universitária

entrada franca

100 lugares

fone: 11-3091-3540

Maria Antônia

Centro Universitário Maria Antônia – Sala Carlos Reichenbach

Rua Maria Antônia, 294

Consolação

entrada franca

70 lugares

fone: 11-3123-5200

CTR-ECA/USP

Escola de Comunicações e Artes da USP – Departamento de Cinema, Rádio e Televisão

Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, prédio 4 – auditório A

Cidade Universitária

entrada franca

70 lugares

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