Artes Plásticas

Marcelo Solá

Por Paulo Varella - julho 30, 2012
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Quem é o artista? Marcelo Solá
O que vai ter na exposição? Desenhos, serigrafias e pinturas
Quantas obras serão expostas? 31 obras inéditas
Até quando? 25 de agosto

 

Luciana Caravello Arte Contemporânea apresenta a partir de 2 de agosto de 2012 para convidados, e do dia seguinte para o público, a exposição “Marcelo Solá – Casa das Prima + Hidrolands Grafisch Atelier Chanterclayson / Dusted Souls”

O artista é sobretu­do um desenhista que utiliza vários materiais em seu trabalho: grafite, óleo, esmalte sintético e spray. Outra característica de sua produção, que o destaca no panorama do desenho contemporâneo brasileiro, é o uso de palavras e números. “Quando estou escre­vendo, estou desenhando, e quando estou desenhando, estou escrevendo”. Solá lembra a frase de Clarice Lispector, de que se pudesse escrever por intermédio do desenho, jamais teria entrado pelo caminho da palavra. O crítico de artes Enock Sacramento destaca esta frase em seu livro “Arte Contemporânea” (Alexa Cultural, 2011): “Esta declaração, feita por uma das mais significativa escritoras da língua portuguesa no século 20, fala da sedução e da fluidez do desenho, de seu poder de síntese, de dizer muito com pouco, e remete a sua vocação de confundir-se com o desejo”.

Sacramento observa a respeito do trabalho de Solá que “seu desenho prevalece em meio a manchas translúcidas ou opacas, e a palavras e frases escritas em diversas direções, às vezes, invertidas”.  Para ele, seu trabalho remete ao  caótico e ao dramático, e revela uma “íntima relação com a densidade das metrópoles”.

“O desenho de Marcelo Solá remete a um abismo, um vazio absoluto e ilimitado no qual parecem estar inseridos, em estado de pré-existência, pessoas, coisas, animais, concei­tos. Mas não se trata do caos primordial que teria dado origem ao mundo primitivo, mas de um outro do qual se originaria uma nova cidade”, escreve Sacramento. “O artista desenvolveu uma linguagem e articula formas, cores, ritmos e texturas de forma pessoal, resultando uma obra plástica per­feitamente identificável”.

Sobre o artista

Marcelo Solá nasceu em 1971 em Goiânia, onde reside e trabalha. Desenha desde criança. Em 1990, com 19 anos de idade, conquistou o Prêmio de Viagem a Paris na II Bienal de Artes de Goiás. Em 1995 recebeu o Prêmio Aquisição no XV Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, e, no ano seguinte participou do projeto “Antártica Artes com a Folha”, mostra paralela à XXIII Bienal de São Paulo. Solá já realizou 20 individuais, e participou de importantes coletivas como a realizada no The Drawing Center, em Nova York, em 2001, a XXV Bienal Internacional de São Paulo, em 2002, “Novas Aquisições Coleção Gilberto Chateaubriand”, no Museu de Arte Moderna do Rio de janeiro, em 2004, e “Heteronímia Brasil”, em Madri, em 2008, entre outras diversas, também em Buenos Aires e Bruxelas.

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Luciana Caravello Arte Contemporânea

Instalada em uma casa do final dos anos 1950 com três andares e 500 metros quadrados, da Rua Barão de Jaguaribe, em Ipanema, totalmente revitalizada pelo arquiteto Erick Figueira de Mello, com iluminação de Maneco Quinderé, Luciana Caravello Arte Contemporânea tem três espaços expositivos: o maior no térreo, o acervo no segundo e os projetos especiais no terceiro andar. Nas salas do terceiro andar, com terraço, área de leitura e uma coleção de livros de arte, Luciana Caravello abriga exposições coletivas e projetos como a mostra do designer Karim Hashid, que ocorreu em dezembro de 2011 e a prevista de Alex Flemming (Berlim).

Além de Marcelo Solá, estão no time da galeria os curitibanos Alexandre Mazza e Eliane Prolik, estão no time de artistas da galeria os cariocas Bruno Miguel, Daniel Lannes, José Nasser, Leonardo Ramadinha e Marcos Cardoso, os paulistas Ding Musa, Felipe Bertarelli, Graziela Pinto, Helen Faganello, Ivan Grilo, João Loureiro, Mariana Tassinari, Nazareno, Renato Leal, Ricardo Villa, Sergio Romagnolo, Thiago Tebet, Wagner Malta Tavares, o goiano Rodrigo Godá, o cearense Luiz Hermano, o gaúcho Luciano Zanette, a baiana Carolina Ponte e a potiguar Danielle Carcav.

Inauguração: 2 de agosto de 2012, às 19h

 

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Estudou cinema na NFTS (UK), administração na FGV e química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil nos anos seguintes. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo, pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil. Paulo dirigiu 3 galerias de arte e hoje se dedica a ajudar artistas, galeristas e colecionadores a melhorarem o acesso no mercado internacional.

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