Arte no Mundo

10 obras de arte perdidas para sempre

Por Equipe Editorial - agosto 21, 2019
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Obras de arte perdidas são quando fontes credíveis, como historiadores e estudiosos antigos, provam que a peça uma vez existiu, mas pode ter sido destruídas ou simplesmente não foi localizada em coleções particulares, ou museus. Uma obra pode ser perdida por uma série de razões, de inundações, incêndios, guerras ou aviões que cairam.

Conheça 10 obras de incríveis artistas que foram perdidas para sempre.

1. O Colosso de Rhodes: perdida em um terremoto

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O Colosso de Rhodes era uma enorme estátua do Titan grego Helios – a personificação do sol – que foi construída na cidade grega de Rhodes por Chares de Lindos entre 292 e 280 a.C.

Esta enorme estátua ficou quase cem metros de altura e pousou em um alto pedestal de mármore de quinze metros. Esta obra é considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo

O Colosso de bronze levou mais de doze anos para ser construído, e ficou de frente para a cidade de Rhodes por mais de 56 anos antes que um terremoto atingisse a cidade, despedaçando a estátua em centenas de pedaços.


2. “O pintor” de Picasso: perdido em um acidente de avião.

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A pintura de 1963 chamada “Le Peintre” (The Painter), feita pelo famoso artista Pablo Picasso, foi perdido num acidente do Vôo 111 da Swissair em 2 de setembro de 1998. Além dessa pintura, que foi avaliada em cerca de um milhão e meio de dólares, o avião também continha quase meio bilhão de dólares em diamantes preciosos e outras jóias.

No caminho do aeroporto JFK em Nova York, para Genebra, na Suíça, os pilotos receberam um sinal de emergência e foram tentar fazer um pouso de emergência em Nova Scotia, Canada, quando o avião caiu no Oceano Atlântico, matando todos os 229 passageiros. Por fim, apesar de noventa e oito por cento do avião foi retirado da água, apenas cerca de 20 centímetros do trabalho de Picasso foram localizados, e as jóias estavam longe de serem encontradas.


3. Catorze pinturas de Gustav Klimt: destruídos pelos Nazistas

Gustav Klimt

Gustav Klimt foi um proeminente pintor simbolista austríaco cujo foco do trabalho era muitas vezes a forma feminina. Serena Lederer era um rico mecenas de arte vienense que colecionou catorze das pinturas de Klimt. Tendo isso em vista, Lederer enviou sua coleção ao Museu Immendorf Schloss para se manter seguro em 1943. No entanto, a coleção foi perdida quando o partido nazista decidiu incendiar o museu em 1945.

Trabalhos do período entre 1898 e 1917, bem como as famosas pinturas do teto de Viena, foram destruídos no incêndio.


4. “Water Lilies” de Claude Monet: destruído por um incêndio

Claude Monet, lillies

Claude Monet, um dos fundadores do movimento impressionista francês, criou diversas pinturas do lírio de água no inicio de 1883.

O Museu de Nova York de Arte Moderna (MoMA) ficou emocionado ao adquirir duas dessas pinturas, em 1957, porém, foram destruídas um ano depois.

Em 15 de abril de 1958, um incêndio no segundo andar do MoMA destruiu uma pintura de dezoito metros de comprimento, “Flor de Lótus”, e uma outra menor (mas ainda grande). Aparentemente, o incêndio foi iniciado quando operários que estavam instalando um aparelho de ar condicionado acenderam um cigarro perto de latas de tinta, serragem, e um pano de lona, incendiando a tela. O fogo se espalhou rapidamente.

Um trabalhador foi morto no fogo e vários bombeiros sofreram inalação de fumaça. Equipe do museu tentou salvar as pinturas, mas, tendo como resultado o fogo, o dano pela água e os prejuízos causados pelos bombeiros que trabalharam para controlar o incêndio, a grande “Water Lilies” foi uma perda total.

Durante três anos, o museu tentou restaurar a versão menor das duas pinturas, mas, em 1961, declarou que o trabalho também foi danificado além de possibilidades de reparo. Os “Monets” foram algumas das muitas obras de arte perdidas em incêndio em museus.


5. Retrato do Sir Winston Churchill por Shuterland: destruído pela esposa

Graham Sutherland, Sir Winston Churchill
Graham Sutherland, Sir Winston Churchill

Em 1954, Graham Sutherland foi contratado para pintar um retrato de corpo inteiro de Sir Winston Churchill, o primeiro-ministro do Reino Unido, que foi apresentado ao Churchill em uma cerimônia pública em seu octogésimo aniversário.

Sutherland foi um pintor modernista, famoso por capturar o lado “real” de seus modelos.

Em vez de representar Churchill tão imponente, Sutherland o pintou como ele realmente aparentava, e como resultado, nem Churchill nem sua esposa gostaram da pintura.

Após a apresentação pública em 1954, a pintura foi levada para sua casa de campo em Chartwell, mas nunca foi exibida novamente. Hoje sabemos que Lady Churchill destruiu o quadro logo após a finalização da pintura. Aqui se foi mais uma das muitas obras de arte perdidas.


6. Pintura “Leda and the Swan” de Michelangelo: desaparecida

Leda and the Swan

Esta pintura “Leda e o Cisne” foi pintada por volta de 1530 por Michelangelo. A história diz que Michelangelo deu a pintura ao seu amigo e aluno, Antonio Mini, que a levou para a França.

Mini pode ter vendido a pintura, porque ele foi visto pela última vez na coleção real de Fontainebleau no início da década de 1530. O pintor da corte, Rosso Fiorentino, pintou uma cópia de Leda e o Cisne, sendo a única versão que restou.


7. Pintura panorâmica do rio Mississippi de John Banvard’s: cortada em pedaços

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John Banvard era um pintor de paisagens e retratos americano. Sua obra mais famosa foi uma grande pintura panorâmica do vale do rio Mississippi. Em 1840, o artista passou meses viajando ao longo do rio, em um barco, desenhando a paisagem. Ele, então, transferiu os esboços para uma tela enorme.

O trabalho acabado media 3,6 m de altura por um quilômetro e meio de comprimento. A panorâmica foi anunciada como a “tela de três milhas”, (um pouco de exagero), e foi levado em uma excursão por todo o país.

No final do século XIX, o panorama foi aparentemente cortada em vários pedaços para seu armazenamento. As peças nunca foram recuperadas, constituindo mais um grupo de obras de arte perdidas.


8. ” O pintor e sua maneira de trabalhar” de Vincent Van Gogh:  destruído pelo fogo.

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Vincent Van Gogh criou quase duas mil obras de arte em sua vida, esta é apenas uma das seis de suas pinturas que sabemos terem sido perdidas para sempre. “O pintor em sua maneira de trabalhar” foi abrigado no Museu Kaiser Friedrich em Berlim, antes de ser destruído por um incêndio durante a Segunda Guerra Mundial.

Este é um dos muitos autorretratos de Van Gogh, retratando o artista carregando seus materiais de pintura na estrada para Montmajour em 1888.


9. “Primavera” de Antoine Watteau: perdida, encontrada e depois destruída. 

obras de arte perdidas: Primavera de Jean-Antoine Watteau, 1716
Primavera de Jean-Antoine Watteau, 1716

Antoine Watteau foi um pintor francês que viveu no início de 1700. Cerca de 1716, Watteau pintou uma série de imagens sazonais para Pierre Crozat, entre elas Primavera, outono, inverno e verão. Destas quatro pinturas, apenas um permanece até hoje. “Primavera” foi redescoberto em 1964, e acabou por ser destruída por um incêndio, dois anos depois, e “Outono” e “Inverno” nunca foram encontrados.

Aliás, outra das obras de Watteau, “La Surprise” (cerca de 1718) foi encontrada durante uma avaliação de seguros em 2007. A pintura a óleo foi vendido em leilão em 8 de Julho de 2008, por 15 milhões de euros, estabelecendo um recorde mundial de preço para um quadro de Watteau.


10. “O concerto” de Johannes Vermeer: roubado por ladrões

Vermeer, The concert. obras de arte perdidas

Em um dos assaltos mais famosos da história da arte, o quadro “The Concert” Johannes Vermeer estimado no valor de cerca de duzentos milhões de dólares, é considerado a obra roubada mais valiosa do mundo.

Em 1990, dois ladrões disfarçados de policiais roubaram treze peças de arte do Museu Isabelle Stewart Gardener, em Boston. Nenhuma das obras desaparecidas do Museu Gardner vieram à tona.

Também entre as famosas pinturas roubadas em Boston foi Rembrandt “A Tempestade no Mar da Galiléia”.


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