Arte

7 mulheres que deixaram sua marca nas artes e nenhuma delas é Tomie Ohtake

Entenda como desenhistas, pintoras e escultoras deixaram sua marca na história da arte

Por Equipe Editorial - julho 29, 2019
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Quando se busca a representação da mulher no curso da história, percebe-se as implicações ideológicas de cada período. A mulher pode aparecer segundo idealizações neutras ou contraditórias, elaboradas segundo os valores de cada época. Pode ser na forma de criações e recriações artísticas que se sucedem e dialogam entre si, figurações plásticas e literárias, teatrais e cinematográficas.

A representação da mulher nos movimentos ou períodos da história da arte

Em todas as sociedades, há sempre algo de idealização na figura da mulher, como um arquétipo. Muitas vezes, conforme a imaginação masculina, com a qual também tem sido construída a autoimagem feminina. A representação da mulher na arte surge como uma imagem, da qual fazem parte atributos diversos, como beleza física, conformação saudável, formas generosas e maternais.

São muitas as imagens femininas captadas pela arte ao longo da história. Sucedendo-se, por vezes se sobrepondo, essas imagens sempre espelharam o papel da mulher em nossa sociedade tal como ele se revelava a cada nova época.

Estudando os movimentos artísticos da pré-história à contemporaneidade, podemos compreender as transformações da figura feminina tão ricamente reveladas pela arte em períodos diversos da história. A arte possui um papel significativo, no sentido em que mostra enquanto expressão, movimentos históricos e mudanças sociais.

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Anita Malfatti, 1889-1964, São Paulo, São Paulo.
Filha de imigrantes (pai italiano e mãe norte-americana), Anita Malfatti foi fortemente influenciada pela mãe, que pintava e desenhava, e provavelmente nem sonhava que a filha se tornaria uma das mais importantes pintoras brasilieiras. Vítima de uma atrofia congênita na mão direita, Anita aprendeu a escrever, desenhar e pintar com a mão esquerda. O primeiro contato com a arte expressionista alemã em 1910, quando foi para Berlim e freqüentou a Academia Real de Belas Artes. A primeira exposição individual aconteceu em 1914, em São Paulo. Uma exposição sua, Primeira Exposição de Arte Moderna no Brasil, 1917-1918, inaugurada em dezembro de 1917, deu início ao Modernismo, que tem o seu ápice na Semana de Arte Moderna de 1922. Nesta exposição, ela conheceu Mário de Andrade, que tornaria seu grande amigo. O primeiro contato, no entanto, não foi dos mais amigáveis, já que o escritor gargalhou diante de obras da artista. O Homem Amarelo, uma das obras que foi alvo da ironia de Mário de Andrade, foi adquirida por ele anos mais tarde.

Filha de imigrantes (pai italiano e mãe norte-americana), Anita Malfatti foi fortemente influenciada pela mãe, que pintava e desenhava, e provavelmente nem sonhava que a filha se tornaria uma das mais importantes pintoras brasilieiras. Vítima de uma atrofia congênita na mão direita, Anita aprendeu a escrever, desenhar e pintar com a mão esquerda. O primeiro contato com a arte expressionista alemã em 1910, quando foi para Berlim e freqüentou a Academia Real de Belas Artes. A primeira exposição individual aconteceu em 1914, em São Paulo. Uma exposição sua, Primeira Exposição de Arte Moderna no Brasil, 1917-1918, inaugurada em dezembro de 1917, deu início ao Modernismo, que tem o seu ápice na Semana de Arte Moderna de 1922. Nesta exposição, ela conheceu Mário de Andrade, que tornaria seu grande amigo. O primeiro contato, no entanto, não foi dos mais amigáveis, já que o escritor gargalhou diante de obras da artista. O Homem Amarelo, uma das obras que foi alvo da ironia de Mário de Andrade, foi adquirida por ele anos mais tarde.

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Tarsila do Amaral, 1886-1973, Capivari, São Paulo.
Considerada um dos nomes mais fortes do movimento modernista brasileiro, Tarsila do Amaral começou a pintar em Barcelona, na Espanha, onde concluiu seus estudos. Depois de ter se separado do marido, começou a estudar escultura em 1916, em São Paulo. Posteriormente, Tarsila estudou também desenho e pintura.Em 1920, Tarsila embarca para a Europa, com o objetivo de estudar na Académie Julian em Paris. Dois anos depois, regressa ao Brasil para atuar entre o grupo modernista, juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia. Nessa mesma época, começa o seu romance com o escritor Oswald de Andrade, com quem fica até 1930. Seus quadros mais famosos são o Abaporu, de 1928, e Operários, de 1933. O Abaporu foi dado de presente de aniversário para Oswald de Andrade. Empolgado com a obra, ele criou o Movimento Antropofágico.

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Djanira Motta e Silva, 1914 – 1979, Avaré, São Paulo.
Pintora, desenhista, ilustradora e cenógrafa, Djanira Motta e Silva começou a desenhar quando se tratava de uma tuberculose, em São Paulo, nos anos 30. O contato com a arte torna-se mais estreito quando ela se muda para o bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.
No ano de 1943, Djanira expõe pela primeira vez, na Associação Brasileira de Imprensa. Morando em Nova York de 1945 a 1947, sofre influência de Pieter Brueghel. De volta ao Brasil, pintou o mural Candomblé, na casa do escritor Jorge Amado. No Rio de Janeiro, foi uma das participantes mais engajadas do Movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Uma de suas obras públicas mais importantes foi feita em 1963: o painel de azulejos Santa Bárbara, com 160 m2, no túnel Catumbi, Laranjeiras, Rio de Janeiro. Profundamente religiosa, Djanira ingressou a Ordem Terceira Carmelita e foi a primeira artista latino-americana a ter obras no Museu do Vaticano: o quadro Santana de Pé, doada ao acervo do museu, foi pintada com o braço esquerdo, pois ela havia fraturado a clavícula.

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Pagu, 1910-1962, São João da Boa Vista, São Paulo.
Patrícia Rehder Galvão, mais conhecida como Pagu, nasceu em São Paulo em 1910. Escritora, jornalista, tradutora e desenhista foi uma das grandes mulheres do movimento modernista brasileiro, mesmo não participando ativamente da Semana Moderna de 1922. Militante do Partido Comunista, Pagu fazia parte também do movimento antropofágico da época, ao lado do marido Oswald de Andrade. Lutou pelos direitos trabalhistas e escreveu diversos ensaios e livros, alguns sob o pseudônimo de Mara Lobo. Chegou a morar na Liberdade, no Brás, na Aclimação e na Bela Vista, passando seus últimos dias em no Litoral, na cidade de Santos.

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Hilda Hilst, 1930-2004, Jaú, São Paulo.
Nascida em 1930, Hilda Hilst foi uma poeta, dramaturga e cronista brasileira. Com mais de 40 livros escritos e publicados entre 1950 e 2000, foi considerada um das principais escritoras em língua portuguesa do século XX. Chegou a estudar no colégio Santa Marcelina e a frequentar o Curso Clássico da Escola Mackenzie, morando, durante algum tempo, em um apartamento na Alameda Santos. Ganhou diversos prêmios, como o “Prêmio Jabuti”. Suas obras foram traduzidas para o alemão, francês, inglês, italiano e espanhol, ganhando prestígio mundial.

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Lygia Pape
, 1927-2004, Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Foi uma gravadora, escultora, pintora, cineasta, professora e artista multimídia brasileira, identificada com o movimento conhecido por neoconcretismo.
Lygia Pape iniciou seus estudos em arte com os gravadores Fayga Ostrower e Ivan Serpa. Deixou uma obra marcada pelo abstracionismo geométrico e por uma diversificação exemplar. Uma de suas obras mais instigantes é o Livro Noite e Dia, um conjunto de 365 peças de madeira diferentes umas das outras, em tons que vão do branco ao cinza. Importante representante da arte contemporânea no Brasil, Lygia possui uma trajetória artística que se iniciou com o abstracionismo geométrico.

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Maria Bonomi, 1935, Meina, Itália
Maria Anna Olga Luisa Martinelli Bonomi é uma renomada artista plástica ítalo-brasileira que trabalha como gravadora, escultora, pintora, muralista, curadora, figurinista, cenógrafa e professora.

Fonte: Sociologia Seed

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